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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Knight and Day beira à catastrofe


O novo filme de Tom Cruise e Cameron Diaz nos remete um pouco famoso Mr. and Mrs. Smith, com Brad Pitt e Angelina Jolie: um casal em meio a tiros e missões secretas e situações engraçadas. Mas ao contrário da produção em que Pitt e Jolie se conheceram, onde uma metáfora muito bem construída do casamento era a história por trás da alegoria e o que ficava de fio condutor, em "Knight and Day" (em português "Dupla Explosiva" - prontinho para o Super Cine) não há nada. Não há história, não há interpretação e por vezes há piadas que arrancam sorridos, mas não o suficiente para que se possa chamar de filme.

Resta a Tom Cruise tentar recuperar o caminho que tomava em Magnólia, quando se colocou em um papel diferente, que desafiava seu talento. Mesmo em outros filmes não tão desafiadores, como Minority Report, o Último Samurai e Operação Valquíria, havia uma produção e havia diretores que davam credibilidade ao ator.

A fase do rostinho bonito já está indo embora e o que ficará é a sua capacidade de atuar. Isso será o suficiente, Mr. Mapother?

domingo, 13 de setembro de 2009

All sides of cancer, by Nick Cassavetes


Esta semana parece ter sido a Nick Cassavettes week, para mim. De tanto ouvir elogios ao seu "The Notebook", que se tornou cult, acabei assistindo ao filme. Com certeza, um bom filme (não passa disto, prefiro Bridges of Madison County, no gênero), com narrativa em flashbacks e ótimas atuações no filme que trouxe ao mundo os jovens Ryan Gosling e Rachel McAdams.

E para a minha surpresa, outro filme do diretor estreou nas telas brasileiras nesta sexta, "My Sister's Keeper" (Uma prova de amor). A película faz parte do gênero "filmes sobre o câncer" (talvez não exista o gênero, mas ele é tão explorado, que pra mim, existe) e escapa de apenas mostrar o sofrimento causado pela doença.

No filme, o câncer transforma a vida de uma família cuja filha é diagnosticada com leucemia. Como alternativa, pai e mãe (Jason Patric e Cameron Diaz dando uma guinada na carreira em papéis sérios) decidem ter uma filha geneticamente preparada para salvar a irmã.

A partir daí, é explorada a discussão ética de uma criança servir como armazém de células saudáveis para um parente. Para escapar da situacão, a pequena Anna (Abigail Breslin, sempre um prazer) contrata um advogado contra a própria mãe, esta, um verdadeiro tour de force na salvação de Kate (Sofia Vassilieva, a melhor atuação do filme).

Momentos tocantes estão presentes em cada segundo do filme, sem descanbar para o melodrama barato. Talvez você se emocione ainda mais com os momentos felizes, presentes aqui e raras vezes nos filmes do "gênero". O câncer, por Nick Cassavetes, faz parte da vida e não é apenas um vilão. Ele transforma para sempre, mas não impede que a alegria presente nos pequenos momentos prevaleça.

PS: seria demais uma indicação por roteiro e direção? Vejamos...