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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Viuvez marca a quarta temporada de Downton Abbey

Quatro meses depois que os britânicos já conferiram o último capítulo da série britânica de maior sucesso do século, os brasileiros vão poder conferir a quarta temporada de Downton Abbey, que estreia na próxima quinta-feira no canal GNT. A terceira foi encerrada de maneira traumática: um dos personagens mais queridos, o herdeiro Matthew Crawley (Dan Stevens), recém tornado pai, sofre um fatal acidente de carro, deixando a mocinha Mary Crawley (Michelle Dockery) viúva e desolada.

Os viúvos da série, Lady Mary e Tom Branson, embalam seus órfãos. Foto: http://www.hypable.com/2013/08/08/downton-abbey-season-4-lady-mary-love-interest/

Como Mary lida com a chocante perda (e com os possíveis nobres pretendentes) é praticamente o centro da questão nos primeiros capítulos, que mostra também como o coadjuvante Tom Branson (Allen Leech) ainda está em choque com a morte da caçula dos Crawleys, Sybil, por eclampsia. Neste sentido, a prima distante da família foi convocada para preencher o espaço. Prafrentex, Rose MacClare (Lily James) coloca na série várias questões feministas da década de 20 do século passado, agitando o meio e o final da quarta temporada. Obviamente que o casal da criadagem Anna-Bates (Joan Froggart-Brendan Coyle) estarão em mais um drama pesado que abalará o seu relacionamento.

A ausência de Sybil (Jessica Brown Findley) e Matthew aconteceu muito mais devido à vontade dos atores em apostarem suas chances em Hollywood do que exatamente por plano dos produtores da série. O vazio de ambos evidencia uma viuvez não tão óbvia da série: a de falta de rumo, conflitos e perspectivas. Embora a qualidade técnica da produção (fotografia e figurino, sobretudo) e as atuações sejam impecáveis (a eterna e mítica Maggie Smith ganhou o Screen Actors Guild esse ano pelo papel que garante o clássico humor ácido inglês ao melodrama), a série parece estar em sua crise de meia idade ao entregar a sua temporada menos interessante até aqui. Setembro (na Inglaterra) chegará para provar se Downton Abbey ainda terá fôlego ou não.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Natalie Portman entrega a alma em "Cisne Negro"


Finalmente. Um filme desta safra do Oscar que simplesmente me tirou do cinema, me fez torcer pela protagonista mesmo em sua esquizofrenica loucura em busca da perfeição e que me deixou na dúvida se na última meia hora de projeção eu sequer pisquei alguma vez. "Cisne Negro" (Black Swan) já havia me conquistado pela primeira vez em novembro, quando vi o trailer. É o melhor thriller-psicológico desde "Misery", com Kathy Bates.

O filme é o que eu esperava e muito mais. Lá estão os elementos que fez do diretor Darren Aronofsky um dos queridinhos do circuito cult: movimentos fechados e "irregulares" da câmera, a loucura dos protagonistas, a metamorfose como metáfora de seus desejos e aqui, mais do que talvez em qualquer um do seus filmes, uma atuação que é espetacular em todos os segundos.

Natalie Portman começa seu show demonstrando uma fragilidade ímpar da bailarina infantil e dominada pela mãe (interpretada por Barbara Hershey), Nina Sayers. Com o perigeu da bailarina principal de sua companhia (Winona Rider), o diretor (Vincent Cassel, ótimo) está prestes a escolher uma substituta.

Nina é escolhida, mas vê seu posto ameaçado por uma novata impulsiva e apaixonante, mas que não prima pela técnica de Sayers. A escolha de Mila Kunis para este papel e sua semelhança física com Portman não é mero acaso, e colabora para a asfixiante transformação da protagonista rumo ao seu objetivo final... não sem irreversíveis conseqüências.

Todos os prêmios vencidos por Portman até aqui são pouco para um trabalho tão brilhante. Screen Actors Guild e o Globo de Ouro já foram arrebatados pela jovem que é, de longe, favoritíssima ao prêmio de melhor atriz por um papel que não é só o destaque deste ano, mas talvez, da última década.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Screen Actors Guild reforça "O Discurso do Rei" para o Oscar


A singeleza genial do pitoresco "O Discurso do Rei" foi agraciada mais uma vez com o prêmio principal do sindicato dos atores de Hollywood, o Screen Actors Guild. O filme levou o esperado prêmio de melhor ator para Colin Firth, como o rei gago George VI, e o nem tão esperado prêmio de mlehor elenco para os também excelentes Helena Bonham Carter, como a rainha Elizabeth, e Geoffrey Rush, o terapeuta Lionel Logue.

Com este reconhecimento, "O Discurso do Rei" chega ao Oscar podendo destronar o favorito "A Rede Social". Além de ser o filme com mais indicações, 12, já venceu também no sindicato dos diretores e dos produtores. Se atores, diretores e produtores premiaram o filme inglês, boa parte dos votantes do Oscar indicam a vitória do pequeno filme do diretor Tom Hooper.

No restante da noite, nada de surpresas. Melissa Leo e Christian Bale, ambos do filme "The Fighter", venceram as estatuetas de coadjuvantes. Natalie Portman ganhou como melhor atriz e Modern Family, como comédia, e Boardwalk Empire, como drama, levaram por melhores séries da TV.

Ah, claro... a lista completa está lá... (IMDB) onde mais?