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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"The King's Speech" leva quatro estatuetas


O filme favorito, que ultrapassou "The Social Network" nas apostas desde o começo do ano, venceu. "The King's Speech" (O Discurso do Rei) levou as estatuetas de filme, direção (Tom Hooper confirmou o favoritismo apesar da fama e talento de David Fincher), ator (Colin Firth venceu todos os prêmios desde o começo do ano) e Roteiro Original. Faltou ao filme outros prêmios para embasar o seu grande favoritismo (como minhas apostas em fotografia, direção de arte e figurino).

À Rede Social restou seus prêmios incontestáveis de Edição, Roteiro Adaptado e Trilha Sonora (extremamente original). Outros incontestáveis foram a atriz, Natalie Portman, que conquistou público e crítica por seu "Black Swan", e os coadjuvantes do filme "The Fighter", Melissa Leo e Christian Bale.

Eu não fui tão bem nos palpites, ignorando os prêmios técnicos de "Inception" (que levou quatro prêmios - fotografia, efeitos visuais, som e mixagem) e "Alice" (figurino e direção de arte). Na quinta, estreia aqui em São Paulo o vencedor de filme estrangeiro, o dinamarquês "In a Better World", outro erro nas minhas apostas.

Mal posso esperar pela nova safra de filmes e uma nova reunião com os amigos. Grande noite!

PS: ah, a lista completa, sempre lá, no melhor site da internet!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Colin Firth e Geoffrey Rush dão aula em "The King's Speech"


O filme com o maior número de indicações ao Oscar deste ano (12) é uma pequena obra prima. Simples e ao mesmo tempo sofisticado em seus pequenos detalhes, sem contar os grandes: as atuações de Colin Firth, como o rei do título, e Geoffrey Rush, seu "speech coach". A construção do personagem em seus detalhes, a insegurança, os trejeitos físicos, além da impostação de voz totalmente diferente da sua deve dar a este árduo ator inglês, que recentemente ganhou papéis de protagonista, seu primeiro Oscar.

Geoffrey Rush, um ator shakespeariano dos melhores, deve perder a estatueta de coadjuvante para Christian Bale. Nem por isso, sua atuação fica atrás da de Firth. Os dois enchem a tela como um jogo de tênis dos grandes, onde um jogador só tem toda a sua grandeza completada pelo seu duelista.

E para embelezar este duelo, o diretor inglês Tom Hooper fez um excelente trabalho ao contar a história do rei George VI e sua gagueira. Com ângulos intrigantes, ele simplesmente transformou cada tomada do filme em uma linda imagem, não como uma fotografia, mas sim um quadro pintado a mão com todo um cenário dando enfoque aos artistas. Um verdadeiro tapete de cores para deixar suas estrelas brilharem.

Helena Bonham Carter, como a rainha, e a trilha sonora de Alexandre Desplat são outros trunfos do filme, além da direção de arte, fotografia e figurinos. Das 12 indicações, o único prêmio certo é o de Firth, mas o que importa. "The King's Speech" deve ficar para a história como o primeiro grande filme clássico inglês desta segunda década do século XVI.