quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"A Troca" é ode à liberdade e à democracia

Clint Eastwood é o maior cineasta americano. Ponto. É isso... ele tem um estilo clássico, puro, sem rodeios, sem flashbacks, sem câmeras mirabolantes, sem efeitos especiais e ainda sim, gênio!

Não assisti a todos os seus filmes como diretor, mas nenhum foi abaixo de ótimo... Pontes de Madison, Iwo Jima, Million Dollar Baby... e Changelling não é diferente. Reconstrução histórica perfeita, o filme conta a história do desaparecimento do filho da personagem de Angelina Jolie, ótima no papel da mãe desesperada e obstinada até às últimas conseqüências.

O fato determinante que reafirma a genialidade de Eastwood é a interpretação do jovem Eddie Alderson. Seu personagem foi cúmplice de uma série de assassinatos e a confissão feita pelo ator de 14 anos foi extremamente convincente. Méritos do diretor, que consegue extrair o melhor de tudo o que toca.

O filme é uma ode à justiça e à democracia. Se a frase soar clichê ou pedante, ótimo... sinal que estamos vivendo tempos melhores os que o retratado em Changelling (a Los Angeles dos anos 20/30).... será mesmo?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Globo também copia

Se até causa constrangimento a estratégia da Record de copiar a Globo, a Vênus Platinada também mostra que pode aprender com os concorrentes. Os mais variados programas programas esportivos da hora do almoço, tanto na TV aberta, quanto na fechada, adotaram um formato mais aberto, que dialoga com os telespectadores, ao invés do formato fechado de âncora-bancada. Sinal dos tempos.

Sofrendo com a audiência do Globo Esporte, a Globo mudou e chamou o repórter-revelação do SporTV, Tiago Leifert, para apresentar a versão paulista. Como é sabido, a Globo não é um primor com coberturas ao vivo. Na edição de hoje, vários erros de áudio e até mesmo no espelho da programação. Mas para isso, a Globo mostrou que acertou na escolha do apresentador. Leifert tem jogo de cintura suficiente para superar problemas técnicos e manter o ritmo do programa como se fosse uma conversa comum do dia-a-dia, bem próximo de um verdadeiro diálogo com quem está do outro lado da tela.

Melhor para a Globo, pior para o SporTV, que já perdeu seu melhor repórter para a TV aberta, Bruno Laurence, e o seu substituto, Leifert, também já está por lá. Vamos ver se a resposta nos números do Ibope são favoráveis.

Ah, o cara tem um blog, clique aqui para acessar.

American Idol, Season 8

Bom, a única edição que assisti até hoje foi a anterior, e o meu favorito, David Cook, foi o vencedor. Não sei porquê, mas a edição brasileira não me chamou a atenção sequer para ver um único comercial. Quem sabe no próximo ano...

No primeiro programa, o formato das "auditions" é o mesmo, com momentos hilários de alguns canditados histéricos e que não têm amigos ou família para lhes dizer para não fazerem papel de ridículos. O que pareceu, na verdade, é que Phoenix, Arizona, é uma terra realmente árida em talentos musicais.

A nova juíza, Kara Dioguardi, parece ter critérios e não é perdida como Paula Abdul. Rumores indicam que na próxima temporada, a decadente estrela dos anos 80 irá rodar. Randy Jackson continua Ok, Ryan Seacrest é um bom apresentador, mas a única singularidade que realmente brilha no programa é Simon Cowell, um misto de House com Tony Blair, cuja a sinceridade fere, choca e diverte ao mesmo tempo.

Continuemos a nos divertir até o circo realmente ficar interessante na fase de Hollywood.

sábado, 10 de janeiro de 2009

O dia em que o cinema parou para ver Jaden Smith

"O Dia em que a Terra Parou" não é um filme sequer de parar o trânsito, mas será um clássico da sessão da tarde, com certeza. Mesmo sem empolgar, está longe de ser um fracasso: primeiro, pelo primor técnico e segundo, por um elenco que faz inveja, com o eterno Monty Phyton John Cleese e a premiada Kathy Bates em papéis coadjuvantes, e liderado pela ótima Jennifer Connelly e o muso-Matrix da ficção científica, Keanu Reeves.

Enquanto o eterno Neo tem a "difícil" tarefa de interpretar um alienígena pratimente alheio às emoções, é o filhote de Will Smith, Jaden Smith, que rouba o filme para si. O seu personagem consegue sintetizar todas as emoções humanas no decorrer da história e é a peça-chave para mudar o destino da espécie dominante do planeta.

Fora isso, o moral da história fica próximo de outro recente sucesso da ficção científica, "O Dia Depois de Amanhã". Ambos os filmes alertam para a consciência ecológica ao dizer que a Terra está farta de tanta exploração, já que os recursos naturais são finitos. Um livro muito bom sobre o tema é "Colapso", de Jared Diammond. Para quem gosta do tema, vale a pena conferir filmes e livro.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Eagles-Fênix

Grandes jogadores têm (é com acento ou não, nessa coisa de nova regra gramatical?) o dever de aparecer em grandes jogos. E foi isso que a dupla Donovan McNabb e Brian Westbrook fizeram hoje. Bastou uma grande jogada, uma finta incrível e uma recepção para uma corrida de 71 jardas do polivalente Westbrook para os Eagles começarem a escrever uma incrível pós-temporada.

Adrian Peterson, o melhor corredor da temporada, fez a sua parte pelos Vikings, anotando dois touchdowns. Mas a diferença ficou no inexperiente Quarterback de Minnessota, Tarvaris Jackson, que foi interceptado pelo terceiro grande jogador dos Eagles, o cornerback Asante Samuel. No final da partida, 26 a 14, grande vitória!

O time da Filadélfia renasceu das cinzas e passou para a fase final com resultados improváveis no final da temporada regular, digno de uma verdadeira Fênix. Agora é o clássico contra os favoritos Giants para caminhar para o título da NFC e quem sabe, fazer o SuperBowl contra os Chargers, que venceram os Colts do queridinho Peyton Manning na prorrogação ontem (23 a 17).