sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Futebol, mais conhecido como "Minha adorável..."


Muitas notícias circulam sobre a vinda de Riquelme ao Corinthians, o que no plano esportivo é fantástico. O argentino talvez tenha sido o segundo meia mais fantástico que vi jogar depois que comecei a entender de futebol. Zidane foi o primeiro e Zico e Maradona são de uma época em que só gritava gol.

Mas o como se dará a compra do meia do Boca Juniors é que eu não entendo. Se um grupo de investidores fosse à Argentina para comprar Defederico, entenderia totalmente, já que o jogador tem apenas 20 anos e será com certeza revendido para a Europa por muito mais dinheiro.

Este não é o caso de Riquelme. Aos 31 e com uma passagem a apagada por Barcelona e Villareal, o meia dificilmente trará retorno financeiro em uma futura negociação. Alguém aí sabe me explicar o que ganhariam os investidores?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

É muito difícil apitar direito?


Em um jogo chato e insosso, em que Grêmio e São Paulo, duas equipes que pensam que estão na década de 80 e na Inglaterra (dá-lhe bola na área!), empataram por 1 a 1 no que prometia ser o jogo da 34ª rodada do Brasileirão, o destaque foi o árbitro Jaílson Macedo Freitas.

Diferentemente do árbitro do empate em 2 a 2 de Palmeiras e Corinthians no domingo, Heber Roberto Lopes (da FIFA!), que deixou de expulsar o zagueiro palmeirense Danilo por ter dado o vermelho minutos antes para o goleiro Marcos, o árbitro baiano não amarelou. Ele botou para fora os são paulinos Borges, por agressão, Dagoberto, por carrinho por trás (quase a mesma jogada de Danilo, que entrou de frente em Jorge Henrique), e Jean, por segundo amarelo, em questão de menos de 15 minutos.

Ele não contemporizou e simplesmente aplicou a regra em lances claríssimos. Se Jaílson Macedo Freitas pode fazê-lo hoje, por que será que é tão difícil apitar direito em lances claros, como foi a agressão sofrida por Jorge Henrique em Presidente Prudente?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Jim Parsons cria ícone em "The Big Bang Theory"


"Seinfeld" e "Friends" acabaram e o vazio nas séries americanas de um show que girava em torno de um grupo de amigos permanaceu até o aparecimento de "The Big Bang Theory". Relutei a começar a assistir a série por simplesmente considerar que já assistia a muitas (24, Heroes, House e Lost).

O que foi bom nesta recusa é que pude ver em semanas as duas primeiras temporadas desta série hilária, que claramente não supera a qualidade de "Seinfeld" ou o sucesso de "Friends", mas não deixa de ter seus méritos por sintetizar o "Zeitgeist" do início deste milênio: a tecnologia faz parte do nosso cotidiano e nada melhor que os gênios desta nova era serem os protagonistas do show.

E claramente, entre os protagonistas, há um maior: Jim Parsons e seu icônico Sheldon Cooper. Na era do MSN, Skype e SMS, a incapacidade de se relacionar com os outros seres humanos se torna natural. Sheldon parece uma mistura de Spock com C3PO, com frases intermináveis e explicações científicas para tudo.

Mas Jim Parsons me diverte realmente com suas mímicas a la Marcel Marceau. Suas expressões faciais arrancam risos fáceis. Os outros personagens, divertidos até, parecem apenas estar ali para servirem de escada para este talento que foi devidamente reconhecido com uma indicação ao Emmy como melhor ator de comédia na edição deste ano.

Não tardará para a estatueta do Oscar da TV americana parar na estante de Parsons. Enquanto isso, seguimos rindo e aprendendo com o personagem cômico mais interessante deste final de década: Sheldon Cooper.

"Besouro" é o primeiro filme brasileiro de ação


Com coreografias de Huen Chiu Ku, de Kill Bill, e ótimos aspectos técnicos como montagem, fotografia e som, algo raro em produções nacionais, "Besouro" nasce como primeiro filme de ação brasileiro com qualidade de Hollywood.

O grande mérito do filme sem dúvida é a direção de João Daniel Tikhomiroff, que contorce a história que pega carona na Capoeira e no Candomblé para dar certa poesia a um enredo que no fundo, é batido: negros oprimidos tem o seu líder morto e o aprendiz lidera todos a se revoltarem contra o status quo.

As atuações do elenco, em sua maioria, estreante, são fracas, com exceção de Irandhir Santos, no papel do capanga Noca. O final, assim como os filmes americanos de onde a inspiração de "Besouro" claramente vem, indica para uma seqüência nada original: o filho que quer vingar a morte do pai.

Se o filme tem muitos pontos negativos, talvez valha a pena ser assistido nos cinemas por dois motivos: seu "pioneirismo" por ser um filme nacional com padrão hollywoodiano de qualidade e por, como outros filmes de ação, realmente só valerem a pena nas telonas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Oscar glamouroso com Adam Lambert


O novo ícone do glam-rock tem grandes chances de catapultar sua carreira de vice-campeão do American Idol para uma aparição no Oscar. Sim, Adam Lambert pode ter em fevereiro de 2009 sofrido com Simon Cowell e em fevereiro de 2010 estar na maior festa do mundo, a entrega dos Academy Awards.

Tudo graças à canção "Time for a Miracles", trilha sonora do filme-desastre 2012, do mestre do gênero Roland Emmerich. A música é totalmente padrão de trilhas sonoras, mas ganha um bridge com a cara do Adam, cheio dos gritos que só ele consegue fazer. Nada novo, mas como a norma da Academia agora é agradar os filmes que vão bem na bilheteria, e acredite, mesmo sem estrear digo que 2012 irá muito bem, esta deve ser uma das indicações do blockbuster. Me arrisco a dizer também som, efeitos sonoros e visuais? Sim, fácil, né não?