Um dos filmes mais esperados do ano estreou hoje. O novo "X-Men: Days of Future Past" tem um enredo muito parecido com alguns dos quadrinhos que lia em meados da década de 90, com um futuro apocalíptico onde os mutantes eram caçados por sentinelas. Mas no filme que marca a volta de Brian Singer à direção da franquia (foi diretor dos dois primeiros e produtor no restante), os sentinelas são muito mais perigosos que nos quadrinhos ou no ultra-cult desenho animado que passava na TV Colosso - eles são uma mistura de Vampira com Mística, capazes de se adaptar e enfrentar os mutantes com suas respectivas "kriptonitas".
Para evitar a extinção, os X-Men dão um jeito de mandar a consciência de Wolverine (Hugh Jackman) para o passado e conter a cadeia de eventos que leva os personagens à derrocada. A viagem no tempo leva os expectadores ao reencontro com o elenco do melhor filme da franquia, "First Class", com James McAvoy (Professor Xavier), Michael Fassbender (Magneto) e Jennifer Lawrence (Mística). Além disso, o vilão neste filme é o excelente Peter Dinklage (o Tyrion Lannister de "Game of Thrones").
Se a história fica bem aquém de "First Class/Primeira Classe" (onde conhecemos as origens dos personagens e a questão da xenofobia e intolerância está muito presente e bem retratada), os efeitos realmente são de tirar o fôlego, além de um elenco muito afiado. E é o elenco a grande razão da existência do filme. "Days of Future Past" prepara a série de filmes de X-Men para um novo presente, onde até mesmo Jean e Scott (dois personagens centrais nos quadrinhos) estão de volta, além da manutenção dos Oscarizados/Oscariáveis (McAvoy-Fassbender-Lawrence) citados acima. É um "Control+Alt+Del" em tudo o que foi feito para que novos filmes com os novos protagonistas sejam produzidos.
PS: fiquem até o final, que mostra cenas do próximo filme, X-Men: Apocalypse (2016)
Aqui você vai encontrar minhas opiniões sobre diversos assuntos, de preferência, relacionados à atualidade. Comente você também!
Mostrando postagens com marcador Michael Fassbender. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michael Fassbender. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 22 de maio de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Lupita Nyong'o ilumina o excelente "12 Anos de Escravidão"
Nesta semana, entrei no site da Amazon e comprei por menos de R$ 3,00 o livro "12 years a Slave", de Solomon Northup, com comentários históricos de Sue Eakins. Foi arrepiante ler em um Kindle, no meio da noite, as palavras "para aqueles que estiverem lendo estas páginas"... dá um senso de diálogo ao longo dos séculos e também estranheza, já que não estava lendo propriamente uma página...
Solomon descreveu com detalhes toda a sua passagem (que durou de 1841 a 1853) de um homem livre do norte dos EUA, que nunca conheceu a escravidão, para uma realidade impensável, de um negro do sul do mesmo país nos meados do século XIX, após ser enganado, drogado, raptado e jogado em um porão por traficantes de escravos profissionais.
Obviamente que a leitura do livro e ir ao cinema assistir ao filme (em preestreia, dia 21 entra em circuito) do aclamado diretor britânico Steve McQueen (de "Shame", que ainda não vi - whata shame!), faz parte da minha maratona rumo ao Oscar (que acontece no dia 2 de março neste ano). O filme foi indicado a nove estatuetas (filme, diretor, ator - Chiwetel Ejiofor, ator coadjuvante - Michael Fassbender, atriz coadjuvante - Lupita Nyong'o, direção de arte, edição, figurino e roteiro adaptado) e pela primeira vez em anos, fui ao cinema comparando um filme a um livro (algo sempre difícil e que exige flexibilidade crítica, em minha opinião).
Nestas situações, sempre há a sensação de que tudo está rápido demais, muita coisa está sendo deixada para trás... Mas Steve McQueen e o roteirista John Ridley fizeram um excelente trabalho. Os flashbacks intercalados em uma narrativa nem tão linear assim, além dos planos com múltiplos takes de câmera, trouxeram para o século XXI algo tão bem caracterizado pelas locações e figurinos no século XIX. Ridley conseguiu criar falas que no livro são apenas descritas para poder levar a história à tela, além de ser criterioso o bastante para cortar partes que reduziriam o drama e ter sensibilidade o bastante para manter diálogos cruciais absolutamente intactos.
Mas há uma coisa que tirou todo o senso crítico de minha ida ao cinema (como comparar a atuação de Benedict Cumberbatch, inglês, que não consegue fazer sotaques americanos, a incrível interpretação do alemão Michael Fassbender, como o sádico Master Epps): todos os segundos em que a estreante Lupita Nyong'o está na tela. Em sua primeira aparição no cinema, como a escrava Patsey, a atriz brilha em cada fala, em cada gesto e em cada olhar, sendo responsável pelo momento mais marcante do filme, em que a partir dali, todos no cinema tiveram uma escolha: continuar chorando até o fim do filme ou não.
Não à toa, ela levou o prêmio do Sindicato dos Atores (Screen Actors Guild Awards) e outras 21 estátuas (o Globo de Ouro foi para Jennifer Lawrence, por "Trapaça/American Hustle") e deve ser a favorita ao Oscar. Sobre isso, o filme é um dos favoritos, junto a Gravidade/Gravity (com quem dividiu o prêmio do Sindicato dos Produtores) e American Hustle. Será um ano daqueles para acertar a categoria melhor filme...
P.S.: Easter Egg - a linda Quvenzhané Wallis, que assombrou o mundo com sua incrível interpretação em "Indomável Sonhadora/Beasts of the Southern Wild", quando tinha apenas 6 anos e foi indicada ao Oscar, também está no filme... tente achá-la!
P.S.2: como assim a trilha sonora de Hans Zimmer não foi indicada?!?
Solomon descreveu com detalhes toda a sua passagem (que durou de 1841 a 1853) de um homem livre do norte dos EUA, que nunca conheceu a escravidão, para uma realidade impensável, de um negro do sul do mesmo país nos meados do século XIX, após ser enganado, drogado, raptado e jogado em um porão por traficantes de escravos profissionais.
Obviamente que a leitura do livro e ir ao cinema assistir ao filme (em preestreia, dia 21 entra em circuito) do aclamado diretor britânico Steve McQueen (de "Shame", que ainda não vi - whata shame!), faz parte da minha maratona rumo ao Oscar (que acontece no dia 2 de março neste ano). O filme foi indicado a nove estatuetas (filme, diretor, ator - Chiwetel Ejiofor, ator coadjuvante - Michael Fassbender, atriz coadjuvante - Lupita Nyong'o, direção de arte, edição, figurino e roteiro adaptado) e pela primeira vez em anos, fui ao cinema comparando um filme a um livro (algo sempre difícil e que exige flexibilidade crítica, em minha opinião).
Nestas situações, sempre há a sensação de que tudo está rápido demais, muita coisa está sendo deixada para trás... Mas Steve McQueen e o roteirista John Ridley fizeram um excelente trabalho. Os flashbacks intercalados em uma narrativa nem tão linear assim, além dos planos com múltiplos takes de câmera, trouxeram para o século XXI algo tão bem caracterizado pelas locações e figurinos no século XIX. Ridley conseguiu criar falas que no livro são apenas descritas para poder levar a história à tela, além de ser criterioso o bastante para cortar partes que reduziriam o drama e ter sensibilidade o bastante para manter diálogos cruciais absolutamente intactos.
Mas há uma coisa que tirou todo o senso crítico de minha ida ao cinema (como comparar a atuação de Benedict Cumberbatch, inglês, que não consegue fazer sotaques americanos, a incrível interpretação do alemão Michael Fassbender, como o sádico Master Epps): todos os segundos em que a estreante Lupita Nyong'o está na tela. Em sua primeira aparição no cinema, como a escrava Patsey, a atriz brilha em cada fala, em cada gesto e em cada olhar, sendo responsável pelo momento mais marcante do filme, em que a partir dali, todos no cinema tiveram uma escolha: continuar chorando até o fim do filme ou não.
![]() |
| Lupita Nyong'o, como Patsey, em sua primeira aparição em "12 Anos de Escravidão/12 Years a Slave", de Steve McQueen - Divulgação/Facebook |
Não à toa, ela levou o prêmio do Sindicato dos Atores (Screen Actors Guild Awards) e outras 21 estátuas (o Globo de Ouro foi para Jennifer Lawrence, por "Trapaça/American Hustle") e deve ser a favorita ao Oscar. Sobre isso, o filme é um dos favoritos, junto a Gravidade/Gravity (com quem dividiu o prêmio do Sindicato dos Produtores) e American Hustle. Será um ano daqueles para acertar a categoria melhor filme...
P.S.: Easter Egg - a linda Quvenzhané Wallis, que assombrou o mundo com sua incrível interpretação em "Indomável Sonhadora/Beasts of the Southern Wild", quando tinha apenas 6 anos e foi indicada ao Oscar, também está no filme... tente achá-la!
P.S.2: como assim a trilha sonora de Hans Zimmer não foi indicada?!?
sexta-feira, 18 de maio de 2012
David Cronenberg visita sua fonte de inspiração em "Um Método Perigoso"
O diretor canadense David Cronenberg, um dos meus favoritos, sempre teve a metamorfose como seu tema principal. Seja em seu tipo mais bizarro e literal, como no clássico da ficção "A Mosca" (que mostrou ao mundo o ator Jeff Goldblum), seja em seu sentido mais humano e sensível, como em "M. Butterfly" (com Jeremy Irons, um dos meus atores favoritos), seja em seu sentido mais intríseco e psicológico, como seus últimos filmes vem revelando ("Senhores do Crime" e "Marcas da Violência").
Assim como os dois últimos filmes citados, o mais recente Cronenberg traz o ator Viggo Mortensen no elenco, no papel do papa da psicanálise Sigmund Freud. A amizade e o antagonismo crescente como o protagonista do filme, Carl Jung, (interpretado pela estrela mais ascendente de Hollywood no ano, Michael Fassbender), é o centro de uma batalha literalmente bem escrita, dirigida e filmada na produção "Um Método Perigoso".
Além dos aspectos técnicos e artísticos destacados pelos dois atores, há também a surpreendente atuação de Keira Knigthley, sempre mocinha sofredora em outros filmes e que neste tem que revelar seus mais obscuros ângulos ao ser o objeto de estudo do psicanalista suíço.
Na fonte da raiz da psicanálise, o estudo das mais diferentes metamorfoses, Cronenberg entrega um dos melhores filmes de sua excelente lista de obras instigantes.
Assim como os dois últimos filmes citados, o mais recente Cronenberg traz o ator Viggo Mortensen no elenco, no papel do papa da psicanálise Sigmund Freud. A amizade e o antagonismo crescente como o protagonista do filme, Carl Jung, (interpretado pela estrela mais ascendente de Hollywood no ano, Michael Fassbender), é o centro de uma batalha literalmente bem escrita, dirigida e filmada na produção "Um Método Perigoso".
Além dos aspectos técnicos e artísticos destacados pelos dois atores, há também a surpreendente atuação de Keira Knigthley, sempre mocinha sofredora em outros filmes e que neste tem que revelar seus mais obscuros ângulos ao ser o objeto de estudo do psicanalista suíço.
Na fonte da raiz da psicanálise, o estudo das mais diferentes metamorfoses, Cronenberg entrega um dos melhores filmes de sua excelente lista de obras instigantes.
Marcadores:
cinema,
David Cronenberg,
keira Knightley,
Michael Fassbender,
Viggo Mortensen
quarta-feira, 22 de junho de 2011
"First Class" sedimenta X-Men como mitologia moderna
X-Men parece ser a única história dos gibis de super-heróis famosos que transcende questões simplesmente fantasiosas para falar da humanidade em si e, principalmente, de preconceitos, conflitos e incompreensão. A famosa dualidade entre Charles Xavier e Erik Lensherr acompanhou os fãs da série nos comics, na TV e nos três primeiros filmes da "franquia" (não gosto desta palavra, mas enfim, isso realmente é uma indústria).
"First Class" visita os primórdios desta relação e mostra como suas personalidades foram forjadas, como a amizade foi iniciada e como foi o início de suas divergências. Não há lado totalmente correto, totalmente errado, totalmente ingênuo ou totalmente sagaz. Não há o bem ou o mal absoluto em X-Men e por isso, a história destes mutantes parece e é extremamente densa e relevante em quaisquer dos meios atuais de entretenimento em massa.
Além de ser bem escrito, "First Class" conta com a surpreendente boa atuação de Kevin Bacon como o vilão, a regularidade magnífica de James McAvoy como Xavier e a Oscar-nomining performance de Michael Fassbender. Duvida? Um judeu que caça e mata nazistas não ser indicado ao Oscar? Seria a vingança perfeita ao Oscar dado a Christoph Waltz por "Inglorious Bastards".... brincadeiras à parte, Fassbender sozinho já vale o ingresso... o filme vale até uma segunda ida ao cinema. "First Class" é o melhor blockbuster da temporada.
Marcadores:
cinema,
First Class,
James McAvoy,
Kevin Bacon,
Michael Fassbender,
X-Men
Assinar:
Postagens (Atom)



