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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Oscar premia diversidade

Uau! Tirando as últimas cinco categorias (das quais eu só vi o curta Presto), os meus palpites estiveram afiados este ano. De 19 possíveis acertos, consegui 17 no total. E para mim, este ano, o melhor filme levou a maior parte dos prêmios, inclusive melhor filme e melhor direção.

Slumdog Millionaire aponta para uma maior interação entre todas as partes do mundo na produção cinematográfica. Além disso, o filme traz uma mensagem de perseverança e esperança, tudo o que um ano em que Barack Obama foi eleito nos EUA trouxe.

Além da diversidade étnica, 2008 também foi um ano de debate sobre os direitos civis dos homossexuais nos EUA. E os dois Oscar para Milk (roteiro e ator, para Sean Penn), também refletem isso.

Na tabulação, a premiação ficou assim:

8 Oscar - Slumdog Millionaire
3 Oscar - Benjamin Button
2 Oscar - The Dark Knight
2 Oscar - Milk

Sim, ele venceu!

Yes... eu não errei e ele venceu! Realmente, a melhor interpretação do ano foi agraciada com o Oscar. Além da grande atuação de Sean Penn, a questão política logicamente deve ter influenciado.

Em um ano em que o casamento gay foi retirado da Califórnia, base da indústria cinematográfica, a premiação de Sean Penn deve servir para continuar a discussão sobre o assunto nos EUA e também no mundo. "We've got to have equal rights for everyone!", disse o próprio, o grande, Sean Penn.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sean Penn brilha em Milk

O ator e conhecido ativista de direitos humanos Sean Penn foi a escolha perfeita do diretor Gus Van Sant para interpretar o papel título de Milk. Penn nos dá a interpretação do ano no filme que retrata o primeiro político abertamente gay a um cargo eletivo nos EUA: o equivalente a um vereador em São Francisco, na década de 70.

O filme retrata principalmente a luta de Harvey Milk contra a Proposition 6, que permitiria aos governos locais a demitirem profissionais que fossem homossexuais. Em tempos em que a Proposition 8 foi aceita na Califórnia (lei que proíbe o casamento entre homossexuais), o filme é bem atual em mostrar que os preconceitos da década de 70 e os argumentos contra a causa homossexual (que em última estância coincide com os direitos humanos de todas as minorias) ainda são os mesmos.

As chances de Penn no Oscar de hoje à noite só ficam diminuidas pela comovente interpretação de Mickey Rourke, que pode ser laureado pela academia pela reviravolta em sua carreira. Mas, na minha opinião, Penn deve(ria) ser o premiado. Vamos ver...