domingo, 22 de novembro de 2009

Adam Lambert candidata-se a ídolo pop com "For Your Entertainment"


Eu errei, confesso. Durante o American Idol, afirmei que um DVD de um show de Adam seria mais interessante do que o seu CD, o qual dificilmente conseguiria escutar por uma hora seguida. Não só consigo como já tenho músicas favoritas e que se repetem no meu celular.

Com "For Your Entertainment" Adam confirma a expectativa para se tornar um ídolo do pop-rock no cenário mundial. Os produtores souberam domar suas acrobacias vocais e usá-las a favor das músicas e dando uma assinatura a elas. Várias colaborações importantes na produção e composição também favorecem o CD, como Pink e a diva atual, Lady Gaga, nas faixas "Whataya want from me" e "Fever", respectivamente.

Pitadas do glam rock, do pop dos anos 80 e da dance music dos anos 90 estão por toda parte. O resultado desta mistura pode ser conferido em "Music Again", "A Loaded Smile" e "If I Had You". O pop-rock também se faz presente com "Aftermath", "Strut" (parceria com a juíza do Idol Kara Dioguardi) e "Time for Miracles", trilha do filme 2012 e que pode levar Adam a cantar no Oscar do próximo ano.

Com um CD que deve rapidamente subir nas paradas americanas, não serão surpresas as indicações no próximo Grammy. Creio que é só aguardar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Destempero, o teu nome é Palmeiras

"2012" é metáfora do apocalipse moral de nossos tempos


Se você é um bilionário russo egocêntrico, você morre; se você é adultero ou amante, você morre; se você se afasta de sua família, você morre; se você afasta uma família de si mesma, você morre*. Mas não preocupai-vos, ainda há tempo para a redenção.

Contra todos os prognósticos e preconceitos, “2012” é um ótimo filme e o melhor do mestre do cinema-catástrofe Roland Emmerich. A produção mostra o fim dos tempos através de uma teoria astrofísica que foi prevista pelos maias há mais de mil anos. As explosões solares, que nos bombardeiam com neutrinos a todo o instante, atingem um nível nunca antes visto e transformam o centro da terra em chocolate derretido.

Acompanhamos personagens que, a princípio, nada tem a ver um com o outro e, assim que terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas inesperados (e belíssimos) ocorrem, seus destinos se unem em uma lição de moral conservadora soterrada pelos fantásticos efeitos visuais. Careta? Pode ser, mas talvez tenhamos virado o fio na era de Aquarius e como Buda nos ensinou, devemos seguir o caminho do meio.

O interessante é que novamente um filme de Emmerich termina com uma reflexão sobre como a política internacional americana e dos outros países do primeiro mundo deveria também convergir para a tolerância com os mais pobres. Em "The Day after Tomorrow", o vice-presidente dos EUA agradece o asilo dado pelos países de terceiro mundo, já que seu país estava totalmente congelado.

Aqui, em "2012", sensores de computador estão espalhados por todo o mundo, câmeras monitoram e notícias vem de todas as partes (até a Globo News notíciou a destruição do Cristo Redentor no filme)... menos da África, um continente esquecido na fome e na miséria. E da destruição apocalíptica mostrada, lá, onde a humanidade começou, é o continente menos atingido e que servirá para o recomeço de todos.

*PS: Seguindo a regra inflexível de todo filme americano, é óbvio que o cachorrinho não morre.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dilemas éticos expõem teorias Alfa e Ômega em "House"


"Teamwork" é um dos episódios mais bem escritos de todas as temporadas de "House". E teria que ser para explicar a partida de um dos pilares da série, a Dra. Alisson Cameron. Seu marido, Chase, finalmente contou sobre o incidente que o levou a assassinar por meios médicos o ditador Dibala em "The Tyrant". Os dois decidem então fugir do cenário onde tudo se passou: o hospital Princeton Plainsboro.

Alisson o perdoou, mas culpou House por criar todo o ambiente favorável para que seu amado chegasse a essa medida extrema, tornando-se uma espécie de Alfa dentro da discussão ética proposta pelo capítulo.

House consegue sua licença médica de volta e reassume o cargo de chefe oficialmente; no entanto, sua equipe está reduzida a Foreman. Para reagrupá-la, provoca dúvidas no casal sobre o perdão de Cameron a Chase, mostra a Thirteen que seus últimos anos de vida antes de morrer por Huntington podem ser mais significantes trabalhando na equipe e atormenta Taub em seu enfadonho consultório de cirurgia plástica.

Como um Iago ou uma Lady MacBeth, House planta e colhe os frutos de suas táticas manipuladoras, porém catárticas, e, além de reagrupar sua equipe (daí o nome do episódio), salva o paciente e põe em pratos limpos todos os medos que Chase, Cameron, Thirteen e Taub tinham. Para ele, os fins sempre justificaram os meios, sendo ele o Ômega da discussão ética.

Nesta guerra, quem teria razão: Alfa ou Ômega? Ser mais emotivo ou objetivo? Com o passar da idade, vemos que não existe uma escolha correta... nas duas, há conseqüências e grandes diferenças. Resta-nos apenas saber com qual dos dois lados lidamos melhor.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Riquelme: Libertadores 2010, só no Corinthians


A má campanha do Boca Juniors no torneio Apertura tirou a equipe da próxima Libertadores. Isso colabora com as intenções do clube argentino em negociar seu maior ídolo com o Corinthians, devido a má sua situação financeira dos portenhos.

Resta ao meia se desapegar do clube onde ele se sente em casa para aceitar o desafio de ser ídolo no Brasil. Esperemos os próximos capítulos da novela que deve agitar o final de ano no Corinthians.