sexta-feira, 25 de março de 2011

Por que a Constituição não vale para tudo, só para ajudar os Fichas-Sujas?


O que mais estou escutando na TV sobre a decisão que ajudou os políticos fichas-sujas a poderem assumir os seus cargos (com a ajuda do povo que votou neles) é que a decisão do supremo seguiu a Constituição, já que a lei do Ficha-Limpa não ficou pronta um ano antes da eleição. E o pior, talvez não valha para 2012.

O interessante é que a Constituição também garante "o direito fundamental a um salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e as de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim (CF, art. 7°, IV)".

Por que as leis só valem para salvaguardar o interesse do mesmo grupo ao longo dos séculos? O grupo que construiu uma cidade no meio do nada, ilhada por sua enxurrada de salários e comissões estratosféricas perto da realidade nacional, para ficar longe da possível ira dos grandes centros urbanos só legisla em favor próprio.

O pior, talvez, não sejam eles... sejamos nós, coniventes com a situação perpétua e que elegemos os mesmos fichas-sujas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Cineastas de "Bourne" revisitam a farsa do Iraque


Nestes últimos dias, assisti a dois filmes que tem algumas ligações entre si: na TV a cabo, vi "Zona Verde" (Green Zone), dirigido por Paul Greengrass e estrelado por Matt Damon, sobre a farsa das armas de destruição em massa que o Iraque supostamente possuía. No cinema, estreou "Jogo de Poder" (Fair Game), dirigido por Doug Liman e estrelado por Naomi Watts e Sean Penn (foto), sobre a a farsa das armas de destruição em massa que o Iraque supostamente possuía.

Se a temática é a mesma, os cenários são diferentes: enquanto Greengrass abordou o pretexto falso do início da Guerra do Iraque in loco, num misto de documentário com filme de ação, em meio aos militares e o comando americano em Bagdá, Liman escolheu Washington e a CIA como cenário, em um filme que mistura thriller político com o gênero de espionagem.

Além das handcams comuns nos filmes de ambos, Liman e Greengrass também dividem o passado da Trilogia Bourne: o primeiro filme foi dirigido por Doug, que deu vida ao personagem literário de Robert Ludlum e mudou o jeito de se pensar os agentes secretos na telona, Greengrass aprimorou a experiência com raras duas sequências ainda melhores que o original.

Voltando aos dois filmes em questão, ficam duas interrogações: quando será a próxima vez que a opinião pública americana será enganada por um engodo do governo e a mídia o ajudará e quando será que Sean Penn se colocará fora de um papel de si mesmo - um ativista politicamente correto radical? Não me entendam mal, sou a favor de tudo o que Penn defende... só gostaria de vê-lo, como ator, em um papel de um vilão... que tal um Senador Republicano ao estilo Joseph McCarthy?

sexta-feira, 11 de março de 2011

American Idol: as good as it never gets

Ok, ok... eu não posso falar isso, já que assisto o programa apenas desde a sétima temporada. Mas de lá pra cá, nunca houve tantos bons talentos capazes de ganhar o programa quanto nesta edição: a jovem graciosa e talentosa Lauren Alaina, a "astoninshingly beautiful" Pia Toscano, o rocker que pode cantar tudo James Durbin, o cativante e inventino Casey Abrams, e homem da voz que pode atingir os céus Jacob Lusk e até mesmo o country Scotty McCrerry.

Todos eles conseguiram momentos simplesmente fantásticos até aqui e poderiam facilmente vencer a apagada nova e passada edição. Será uma difícil escolha para chegar ao Top 5, quanto mais ao vencedor.

Muito era perguntado se o programa sobreviveria sem o juiz Simon Cowell, que, com certeza, tinha os melhores comentários. Mas como isto é uma "singing competition", a décima edição resolveu apelar para eles, os cantores.

Já no Top 13, o programa teve agora há pouco sua primeira eliminação. E diga-se de passagem, justa. A pseudo-diva Ashthon Jones foi comparada, erroneamente, a Diana Ross. Tentou cantar uma música da Diva-mater e se deu mal. Em sua tentativa de se salvar, foi melhor na noite da eliminação, mas não o suficiente para conseguir o voto dos juízes Randy Jackson, Jennifer Lopez e de Steven Tyler.

E para ilustrar este post, escolho uma performance de um candidato que para mim, em uma primeira olhada, não deveria estar nem entre os finalistas.



Se Stefano Langone, que não é dos melhores, canta assim, só serve para ilustrar o quão boa está esta temporada. See y'all next week!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

American Idol: clichês viram realidade

Nos cansamos de ouvir que "nunca houve tantos talentos", que esta é a melhor safra de todas. Isso foi especialmente mentira na última edição, a nona, quando pessoas do naipe de Tim Urban chegaram ao Top 10. Desta vez, finalmente, a fala de Randy Jackson pode ser considerada verdadeira.

Novamente, na seleção dos 24 melhores, acho que os meninos superam as meninas em talento, mas a parte séria do programa, que começa amanhã, realmente promete. Jacob Lusk é um dos favoritos. Confira a performance que Randy classificou como a melhor da história do programa.



Se Casey Abrams não tem uma voz que alcança tantos decibéis em tom, tem o brilhantismo da originalidade de colocar seu próprio tempero em um clássico de Ray Charles, "Georgia":



Entre as meninas, Lauren Alaina, que tem apenas 15 anos, mas uma comissão de frente comparável a Dolly Parton, é o destaque. Resta saber se a bela voz será o diferencial suficiente para vencer o programa.

Exagero dramático marca tom de "Biutiful"


O filme "Biutiful", a mais recente produção do diretor cult mexicano Alejandro González Iñárritú, de Babel e 21 Gramas, é carregado no drama, como todos já é marca do cineasta. A produção pode ser encarada até mesmo como um filme documental, que mostra o lado feio de Barcelona: imigrantes chineses em trabalho semi-escravo produzindo mercadorias piratas para imigrantes africanos venderem nas ruas.

O protagonista, vivido por Javier Bardem (já icônico como o ator latino de Hollywood, tomando o posto de Antonio Bandeiras como muito, muito mais talento), é o atravessador de toda a situação, controlando o pagamento de propinas para que a polícia deixe este submundo continuar vivendo. Além disso, Uxbal, seu personagem, tem que cuidar de dois filhos pequenos, frutos de um relacionamento fracassado com uma mulher bipolar e drogada.

Só isso já bastava para garantir o drama, mas o exagero de Iñárritú quis que Uxbal também sofresse de câncer terminal e ainda fosse uma espécie de Haley Joel Osment ("I see dead people"). O filme se perde em meio a tantas linhas a se seguir e acaba deixando perguntas das razões pelas quais tanta desgraça se abate em um único homem.

Alheio aos problema de roteiro, Bardem brinda a todos com mais uma grande atuação, indicada ao Oscar. Vale... por ele.