Como já disse no tópico de Changelling, Clint Eastwood é, na minha opinião, o maior e melhor cineasta americano. Americano pois segue a escola de D. W. Griffith, ou seja, é uma narrador clássico, que raramente apela para uso de flashbacks ou a utilização de posicionamentos não-convencionais de câmera.
Mesmo flertando com a previsibilidade e com alguns clichês, Clint Eastwood sempre surpreende, sempre emociona. E em Gran Torino, além da habitual impecável direção e a tocante trilha sonona, o ícone do cinema americano nos brinda com sua possível última atuação. Infelizmente, o filme e Eastwood foram ignorados pelo Oscar.
No filme, o personagem Walt Kowalski se vê desconectado do mundo após ficar viúvo. Ele não reconhece os valores de sua América em sua própria família ou na devastada Detroit, antes, centro econômico dos EUA, agora, uma terra devastada pela pré-falência da indústria automobilística.
Em um mundo em que ele é um estranho, Kowalski se conecta com os estrangeiros que acabam de se mudar ao seu lado. Imigrantes do sudeste asiático, os jovens Sue e Thao logo têm uma relação paternal e professoral com o velho Eastwood, que vê nesta relação, mesmo que não abertamente, sua última e relevante missão.
O final do filme volta a nos lembrar que a paz nesta Terra parece estar ligada à sacrifícios humanos, seja em Detroit, seja na Judéia, em qualquer época que você queira pensar. Quando isso acabará?
Aqui você vai encontrar minhas opiniões sobre diversos assuntos, de preferência, relacionados à atualidade. Comente você também!
terça-feira, 31 de março de 2009
Happy already lucky!
A atuação de Sally Hawkins em Happy-go-lucky é simplesmente contagiante. O roteiro e a direção de Mike Leigh são interessantes, mas tudo seria posto à perder se a atriz não conseguisse passar toda a espontaneidade e personalidade de uma figura que, infelizmente, está em extinção em nosso mundo.
Poppy (ou Pauline, no nosso mundo) é uma professora primária falante que espalha alegria a todo minuto. Na primeira cena, ela parece ser um tanto inconveniente em uma loja, importunando um calado vendedor com sua personalidade. No entanto, o contraste de Poppy com seu instrutor de direção nos mostra que os anormais são mesmo todos os que são diferentes de nossa heroína, a ponto de explodir em um mundo estressado.
Ah, Poppy tem 30 anos e não sabe dirigir... pontos em comum com alguém que conheço... heheheheheh.
Poppy (ou Pauline, no nosso mundo) é uma professora primária falante que espalha alegria a todo minuto. Na primeira cena, ela parece ser um tanto inconveniente em uma loja, importunando um calado vendedor com sua personalidade. No entanto, o contraste de Poppy com seu instrutor de direção nos mostra que os anormais são mesmo todos os que são diferentes de nossa heroína, a ponto de explodir em um mundo estressado.
Ah, Poppy tem 30 anos e não sabe dirigir... pontos em comum com alguém que conheço... heheheheheh.
Marcadores:
cinema,
Happy-go-lucky,
Sally Hawkins
quinta-feira, 26 de março de 2009
A tender, soft Adam Lambert
A competição agora está no seu estágio mais agudo, o que prefiro em detrimento aos primeiros episódios de American Idol, sempre cheios de pessoas engraçadas, loucas, desafinadas e algumas realmente insanas. Dá até pena.
Adam, Kris, Alisson e Matt. Sim, estes são o meu top 4. É pena que a Lil Rounds, minha favorita nas auditions, realmente esteja estragando a sua chance. Ela detonou no Top 36 e depois virou só mais uma. A Motown week era a sua grande chance, mas foi apenas OK. Com a produção certa, ela pode vir a ser grande.
Mas quem é bom, é bom mesmo. O Adam nem era o meu favorito, pois achava ele um pouco over nos maneirismos. Mas nesta semana provou que realmente pode fazer qualquer coisa com a originalidade e vocal perfeito... realmente está numa competição só dele... download já!
O Kris é sempre algo gostoso de escutar. Diverte e tem uma voz muito boa. Acho que de todos os possíveis CDs, seria o que mais me agradaria. Já a Alisson é assustadora... como assim, 16 anos e essa voz toda?? Fantástica!!! O Matt é muito bom também, impossível de não gostar, mas o Coldplay no top 36 foi uma grande, grande escorregada!
Adam, Kris, Alisson e Matt. Sim, estes são o meu top 4. É pena que a Lil Rounds, minha favorita nas auditions, realmente esteja estragando a sua chance. Ela detonou no Top 36 e depois virou só mais uma. A Motown week era a sua grande chance, mas foi apenas OK. Com a produção certa, ela pode vir a ser grande.
Mas quem é bom, é bom mesmo. O Adam nem era o meu favorito, pois achava ele um pouco over nos maneirismos. Mas nesta semana provou que realmente pode fazer qualquer coisa com a originalidade e vocal perfeito... realmente está numa competição só dele... download já!
O Kris é sempre algo gostoso de escutar. Diverte e tem uma voz muito boa. Acho que de todos os possíveis CDs, seria o que mais me agradaria. Já a Alisson é assustadora... como assim, 16 anos e essa voz toda?? Fantástica!!! O Matt é muito bom também, impossível de não gostar, mas o Coldplay no top 36 foi uma grande, grande escorregada!
Finalmente alguém teve a coragem!
Bem, eu sempre disse que se eu estivesse na série Lost, como um personagem, já teria matado Benjamin Linus há muito tempo. E o décimo capítulo da quinta temporada traz justamente isso: Ben está morto!
Mas como tudo em Lost, não é tão simples assim. Sayid o matou em 1977, quando ainda era um pré-adolescente, o que nos leva a crer que teremos uma aula de física e tanto nos próximos capítulos. Desde de "De volta para o futuro" sabemos que não podemos mudar o passado.
Sem Ben, a Dharma Iniciative nunca teria terminado e os Oceanic 5 não teriam voltado à Ilha. Para mim, assim que o pequeno Ben morresse, Sayid teria que desaparecer... mas não foi o que aconteceu. De novo, Lost levanta grande questões, após ter respondido a algumas dúvidas.
Mas como tudo em Lost, não é tão simples assim. Sayid o matou em 1977, quando ainda era um pré-adolescente, o que nos leva a crer que teremos uma aula de física e tanto nos próximos capítulos. Desde de "De volta para o futuro" sabemos que não podemos mudar o passado.
Sem Ben, a Dharma Iniciative nunca teria terminado e os Oceanic 5 não teriam voltado à Ilha. Para mim, assim que o pequeno Ben morresse, Sayid teria que desaparecer... mas não foi o que aconteceu. De novo, Lost levanta grande questões, após ter respondido a algumas dúvidas.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Uma experiência pré-histórica
Ontem, fui ao clássico Corinthians e Santos e como bom pé-quente, o Timão venceu, 1 a 0. Pela primeira vez no ano, vi um Corinthians muito bem postado em campo e com um esquema tático que lhe deu grande segurança defensiva e com um bom poder de retomada para atacar. Faltou um pouco de inteligência na hora de poder deixar Ronaldo na cara do gol, mas também ainda falta muito da condição física ao Fenômeno para poder aproveitar outros passes que ele recebe.
Esta foi a terceira vez que vi Ronaldo em campo. Na primeira, foi a estreia dos galácticos no Santiago Bernabéu, com uma goleada história de 7 a 2 sobre o Valladolid (com um gol de Ronaldo); na segunda, foi em um jogo das eliminatórias da Copa de 2006 no Morumbi, Brasil 3 x 1 Bolívia.
Mas o título do post fica com a comparação da primeira vez com que vi Ronaldo com esta, a terceira. Na primeira, paguei 35 euros (na época, em 2003, mais de 100 reais) para ficar muito próximo ao campo, com lugar marcado e pessoal muito bem preparado para me orientar em um estádio lindo e desconhecido para mim. O jogo era às 7h30; cheguei às 7h com medo de estar atrasado. Mas como todos tem o seu lugar marcado e garantido, o estádio só ficou mesmo cheio cinco minutos antes do início do jogo.
Ontem, após um almoço com os amigos, cheguei 20 minutos antes em um lugar que o ingresso custava 70 reais, um dos mais caros do país. E assisti ao jogo em pé, pois os lugares são de quem chega primeiro. Não consigo entender a complicação em vender lugares marcados. Só esta medida, além da venda pela internet, já resolverá muitos dos problemas de conforto que afugentam os torcedores que tem maior poder aquisitivo e também podem colaborar para uma boa imagem da organização do futebol no Brasil. Faltando cinco anos para a Copa do Mundo aqui, parece que ainda falta muito terreno para ser percorrido.
Esta foi a terceira vez que vi Ronaldo em campo. Na primeira, foi a estreia dos galácticos no Santiago Bernabéu, com uma goleada história de 7 a 2 sobre o Valladolid (com um gol de Ronaldo); na segunda, foi em um jogo das eliminatórias da Copa de 2006 no Morumbi, Brasil 3 x 1 Bolívia.
Mas o título do post fica com a comparação da primeira vez com que vi Ronaldo com esta, a terceira. Na primeira, paguei 35 euros (na época, em 2003, mais de 100 reais) para ficar muito próximo ao campo, com lugar marcado e pessoal muito bem preparado para me orientar em um estádio lindo e desconhecido para mim. O jogo era às 7h30; cheguei às 7h com medo de estar atrasado. Mas como todos tem o seu lugar marcado e garantido, o estádio só ficou mesmo cheio cinco minutos antes do início do jogo.
Ontem, após um almoço com os amigos, cheguei 20 minutos antes em um lugar que o ingresso custava 70 reais, um dos mais caros do país. E assisti ao jogo em pé, pois os lugares são de quem chega primeiro. Não consigo entender a complicação em vender lugares marcados. Só esta medida, além da venda pela internet, já resolverá muitos dos problemas de conforto que afugentam os torcedores que tem maior poder aquisitivo e também podem colaborar para uma boa imagem da organização do futebol no Brasil. Faltando cinco anos para a Copa do Mundo aqui, parece que ainda falta muito terreno para ser percorrido.
Marcadores:
Copa do Mundo 2014,
Corinthians,
futebol
Assinar:
Postagens (Atom)