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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seleção Brasileira: A new hope


Depois que os esforços de Darth Dunga nos levam à estrela da morte e não a do hexa na Copa do Mundo, restou apostar nos Skywalkers de Mano Menezes. E não foi preciso ir a uma galáxia muito, muito, muito distante para ver o futebol brasileiro renascer, mas sim na renegada, mas florida New Jersey, a Guarulhos de Nova York.

Depois de um começo titubeante contra os donos da casa, a boa seleção dos EUA, onde quem mais errou foi o mais experiente da defesa, o lateral-direito Daniel Alves (dois passes que deram contra-ataques), o Brasil surpreendentemente encaixou rápido o seu jogo. Para uma seleção que estava jogando junta a poucos minutos pela primeira vez na vida, o entrosamento, calma, técnica e controle de jogo foram as boas e grandes notícias desta promissora Seleção do ex-comandante corintiano.

Muitos falarão da boa partida do quarteto Santástico, do gol de Neymar, dos dribles de Robinho, da visão espetacular de Ganso, do bom retorno de Alexandre Pato e seu gol. Mas prefiro destacar a atuação firme e técnica dos volantes, que deram opção de saída de bola e até passe para gol, como Ramires serviu a Pato. Em vez do truculento Felipe Melo, temos o seguro e leal Lucas.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Queiroz dita ritmo do jogo e Brasil e Portugal ficam no zero


O técnico português Carlos Queiroz, que nunca foi nenhum gênio, na minha opinião, ditou o ritmo do conveniente 0 a 0 entre Brasil e Portugal na aprazível Durban. No primeiro tempo, o time português jogou como pequeno, se retrancou com seis zagueiros e viu apenas Nilmar ameaçar a calmaria do placar eletrônico.

No segundo, viu que poderia avançar e tentar o gol tocando a bola e não em bolas lançadas ao léu para Cristiano Ronaldo tentar passar em vão por Juan e no excelente Lúcio, o melhor em campo. Queiroz deixou livres Josué (que entrou no lugar do lunático Felipe Melo) e Gilberto Silva para armar o jogo. Postados como quase postes, os dois volantes forçaram Lúcio a armar o Brasil, com muita boa vontade, mas sem sucesso.

Com Nilmar, Luis Fabiano e Júlio Baptista mais ilhados que os Açores ou a Madeira, a melhor chance do segundo tempo ficou para Portugal, em um chute meio desequilibrado do bom meia Raul Meirelles, defendido por Júlio César. A partida serviu para confirmar a extrema dependência de Kaká e a inesperada saudades de Elano, muito mais meia que Daniel Alves, talhado aos contra-ataques.

Que venha o espevitado Chile, que dominava a partida contra a Espanha, até o seu goleiro e depois o seu zagueiro cometer erros vitais e muito bem-vindos às partidas de oitavas-de-final.

Dunga deve desculpas a si mesmo


O embate Dunga e Globo é bem difícil de escolher um lado. Entre o técnico ranzinza, que forçozamente se desculpou nesta quinta, e a emissora-monopólio-mimada, fico com a análise que ninguém fez (ou pelo menos não vi ninguém falando ou escrevendo).

Ao não abrir treino algum e ainda desafiar jornalistas e proferir palavrões em meio a uma coletiva mundial, Dunga não ofendeu os lares brasileiros com palavras de baixo calão, já que ali é onde mais isso existe, mas sim, sabota a sua carreira como técnico de futebol em grande nível.

Que time grande gostaria de um técnico que não se dá bem com a imprensa, fecha treinos e não expõe a marca de seus patrocínios milionários? Tirando o Internacional, Fiorentina e Stuttgart, times onde Dunga jogou, talvez o seu cartaz, mesmo como campeão mundial agora na África, não brilhe muito. A não ser que para Dunga, o título realmente seja a única coisa que importa e seja seu canto do cisne. É... talvez não seja má ideia.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Brasil vence, convence e aguarda icógnita


No SporTV, há pouco, havia uma matéria do repórter Smeagol com as pessoas que não iriam assistir ao jogo do Brasil. Se ele estivesse em São Paulo, poderia ir ao Parque São Jorge para fazer uma matéria com o time de futebol americano do Corinthians, que treina para a final do Campeonato Paulista. Entre um down e outro, acompanhava os gritos e rojões da convincente vitória do Brasil por 3 a 1 contra a mais forte seleção africana da Copa do Mundo, a Costa do Marfim.

Acabo de ver o VT do jogo, o único da copa que não acompanhei ao vivo. As dificuldades existiram, mas o time de Dunga parece ter provado que não pode ser parado durante todos os 90 minutos e conseguiu se aproximar da ideia de Seleção Brasileira que todos têm na cabeça.

O gol de Luis Fabiano foi fantástico, mas deve ser excluído dos melhores da Copa por ter sido irregular. O primeiro toque com a mão pode ter sido involuntário, mas o segundo... Kaká voltou a jogar bem e realmente, quando ouvi a notícia, não acreditei que ele pudesse ter sido expulso por uma briga. No fim, não foi nada grave, mas ele está fora do jogo contra Portugal.

Se alguma hora é boa para a expulsão, esta é a hora. O time já está classificado para as oitavas de final, com grandes chances de ser o primeiro do grupo. Resta saber quem será o adversário. Suíça, que derrotou a favorita Espanha, a própria Fúria e o Chile são os candidatos. Mas eu estou apostando que o Brasil mira para a final e não tem porque se temer as oitavas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

McBrasil 2010 é bom, mas pior que 2006; fez Dunga o contrário?


Ingrediente por ingrediente, os dois sanduíches são bons. Em 2006, um hamburgão de calabresa profissional, com uma cebolinha esperta e um queijo prato que derretia na medida certa (e eu ainda colocava um molho caipira pra incrementar o meu sanduíche favorito da outra Copa); em 2010, um sanduíche de pernil inspirado no clássico e imbatível dos estádios, com uma maionese gostosa e uma saladinha que dá uma rebatida certeira. Tudo certo com os dois, mas o primeiro, levava vantagem.

Nome por nome, as duas seleções até são boas. Mas enquanto em 2006 vivíamos a expectativa do quadrado mágico brilhar, em 2010 estamos temerosos que a eficiência sem brilho de Dunga nos leve ao mesmo fracasso. Mas como cobrar de um técnico que simplesmente ganhou tudo usando estes mesmos jogadores? Campeão da Copa América e Confederações e primeiro colocado das eliminatórias, Dunga chega como favorito a erguer mais uma taça para o Brasil.

O Grupo G não é dos mais fáceis, com Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. O Brasil vai estrear sem tanta pressão contra os asiáticos, o que já pode dar um embalo suficiente para seguir para a segunda fase em primeiro e evitar, assim, o precoce confronto contra a Espanha.

Nos resta comemorar o Hexa e não lamentar as ausências de Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso no meio-campo brasileiro.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Kaká e seu hercúleo trabalho


A convocação de Dunga causou muita controvérsia hoje, em grande parte pelo clamor passional pela dupla santista Ganso e Neymar. Alguns também lamentam por Ronaldinho Gaúcho, como eu, e também como eu, comemoram a coerência do técnico ao não chamar um jogador instável (em todos os sentidos) como Adriano.

E esta é a palavra: coerência. Dunga está sendo coerente com todas as suas convocações e montou um time que vem sendo extremamente eficiente, mas poucas vezes brilhante como a torcida brasileira gosta. E no quesito brilho é que o time terá apenas Kaká para ser a cabeça pensante para ligar o meio e ataque. Não há reservas a altura, como poderiam ser Ganso ou Ronaldinho, mas sim sete homens do meio que podem atuar todos como volantes.

A esperança estará nas laterais, sempre elas, a posição que mais difere o jeito brasileiro de jogar de todos os outros. Michel Bastos e Daniel Alves podem ser boas opções pelo meio quando e se as coisas ficarem feias.

Segue a lista dos homens de Dunga:

Goleiros:
Júlio César
Gomes
Doni

Laterais:
Maicon
Daniel Alves
Gilberto
Michel Bastos

Zagueiros:
Juan
Lúcio
Luisão
Thiago Silva

Meias:
Gilberto Silva
Felipe Melo
Josué
Kleberson
Elano
Ramires
Kaká
Júlio Baptista

Atacantes:
Luís Fabiano
Nilmar
Robinho
Grafite

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nilmar e Daniel Alves postulam a titularidade


Ele é veloz, inteligente, ajuda na marcação e tem o faro do gol: este é Nilmar; ele é veloz, inteligente, ajuda na marcação, bate faltas e joga nas duas laterais e nas duas meias: ele é Daniel Alves.

Os dois foram destaques da nova vitória do Brasil nas Eliminatórias, 4 a 2 contra o Chile na Bahia, e provaram que Dunga deu sim um padrão tático à seleção, hoje, a melhor do mundo. Mas e os dois, individualmente, merecem ser titulares da seleção?

Hoje, Nilmar está com mais vontade e melhor tecnicamente que Robinho, um tanto acomodado com os milhões ganhos no Manchester City (onde sua titularidade também é contestada) e a gratidão do técnico Dunga. Robinho foi a estrela da Copa América em 2007, artilheiro com 6 gols e figura do primeiro título da era Dunga. Com todos estes predicados, o garoto da Baixada deve permanecer no onze titular.

Já Daniel Alves não têm concorrentes à altura na meia direita, pois Elano e Ramires são um tanto irregulares. Contra ele está justamente sua posição de origem, a lateral-direita, que ficaria com os dois ocupantes em campo (além dele, Maicon) e nenhum reserva.

Se estes são os problemas da seleção, bom para Dunga e para todos nós. Resta chegar com o mesmo padrão de jogo na Copa da África do Sul para estar muito próximo do hexa!