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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Le Brésil n'est pas um pays sérieux"*


Ficou o anel, mas a mão se foi. O medo de perder o clássico para o Corinthians falou mais alto do que a hierarquia e a diretoria do Santos passou de moderna a amadora ao não permitir o técnido Dorival Júnior punir o craque Neymar e demitiu do comandante. Mesmo com Neymar marcando, a derrota por 3 a 2 veio e o clube e o jogador sairam perdendo do episódio.

Nenhum técnico sério se submeterá aos caprichos e birras de um moleque, com o aval da diretoria, e Neymar, se valia 30 milhões de euros oferecidos pelo Chelsea, vale no mínimo 20% menos para os clubes sérios da Europa. Ou alguém imagina Sir Alex Fergusson bancando a contratação do moleque? E mais: alguém aposta na convocação de Neymar nesta quinta para a seleção brasileira? Ou será que Mano Menezes irá rasgar sua conduta para bancar o moleque?

Enquanto o que for certo não prevalecer sob quaisquer circunstâncias, continuaremos a ter um futebol amador e a não ser um país sério*, com afirmou Charles De Gaulle na década de 60.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seleção Brasileira: A new hope


Depois que os esforços de Darth Dunga nos levam à estrela da morte e não a do hexa na Copa do Mundo, restou apostar nos Skywalkers de Mano Menezes. E não foi preciso ir a uma galáxia muito, muito, muito distante para ver o futebol brasileiro renascer, mas sim na renegada, mas florida New Jersey, a Guarulhos de Nova York.

Depois de um começo titubeante contra os donos da casa, a boa seleção dos EUA, onde quem mais errou foi o mais experiente da defesa, o lateral-direito Daniel Alves (dois passes que deram contra-ataques), o Brasil surpreendentemente encaixou rápido o seu jogo. Para uma seleção que estava jogando junta a poucos minutos pela primeira vez na vida, o entrosamento, calma, técnica e controle de jogo foram as boas e grandes notícias desta promissora Seleção do ex-comandante corintiano.

Muitos falarão da boa partida do quarteto Santástico, do gol de Neymar, dos dribles de Robinho, da visão espetacular de Ganso, do bom retorno de Alexandre Pato e seu gol. Mas prefiro destacar a atuação firme e técnica dos volantes, que deram opção de saída de bola e até passe para gol, como Ramires serviu a Pato. Em vez do truculento Felipe Melo, temos o seguro e leal Lucas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O (bom) rascunho de Mano Menezes


Em menos de 48 horas, lá estava Mano, pagando por toda a antipatia de Dunga em uma coletiva de mais de uma hora de duração, em que o competente ex-técnico do Corinthians foi empossado para o cargo mais importante da nação (alguém vai discutir?). E neste tempo, ele entregou o Timão em primeiro no campeonato e já teve que montar a sua primeira escalação.

Esta seleção de Mano Menezes não é a definitiva para a Copa, longe disso, mas o começo de uma fase de testes que irá lapidar os 23 nomes finais que jogarão a Copa mais pressionada de uma Seleção Brasileira: a Copa no Brasil em 2014.

Se alguns nomes são uma icógnita do que podem render, como Ederson, um habilidoso meia que não conseguiu se destacar no Lyon, ou Jucilei, do Corinthians, e o atacante André, do Santos, há indícios de acertos na mosca de jogadores que podem sim ser já titulares em 2014.

A dupla de zaga Thiago Silva, já uma unanimidade, e David Luiz (foto), uma novidade muito bem-vinda, tem tudo para seguir e serem os substitutos naturais e técnicos dos excelentes Juan e Lúcio.

> A lista completa

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A volta do operário acima do padrão


O empate contra o Coritiba em 1 a 1 e a derrota acachapante por 4 a 1 no Pacaembú contra o Goiás expuseram uma falha tático do Corinthians. O time está dependente do 4-3-3 e, até agora, não conseguiu um substituto para a saída do meia Douglas e, principalmente, para o lateral-esquerdo André Santos.

Saliento a lateral-esquerda pois foi naquele lado em que Mano Menezes teve que alterar o time nos dois jogos. Em Curitiba e em São Paulo, Diego e Marcelo Oliveira não conseguiram nem marcar e nem atacar por aquele lado.

E em ambos os casos, quem faltou, tanto para defender, como para atacar por lá foi o operário acima do padrão Jorge Henrique. De uma entrega ímpar, o atacante consegue equilibrar o time e fazer com que o esquema que deu tão certo no primeiro semestre vitorioso do Timão engrene. Ele volta para o clássico de domingo contra o São Paulo, trazendo esperanças de melhoras.

Com as chegadas de Edno e Defederico, será que ele irá sair? Ou Dentinho é que será extraído do escalação final? Se o essencial é invisível aos olhos, Jorge Henrique é quem deve ficar. Ele é o que tem menos marketing, o que aparece menos nas manchetes, mas já provou ser vital para o Timão.