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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seleção Brasileira: A new hope


Depois que os esforços de Darth Dunga nos levam à estrela da morte e não a do hexa na Copa do Mundo, restou apostar nos Skywalkers de Mano Menezes. E não foi preciso ir a uma galáxia muito, muito, muito distante para ver o futebol brasileiro renascer, mas sim na renegada, mas florida New Jersey, a Guarulhos de Nova York.

Depois de um começo titubeante contra os donos da casa, a boa seleção dos EUA, onde quem mais errou foi o mais experiente da defesa, o lateral-direito Daniel Alves (dois passes que deram contra-ataques), o Brasil surpreendentemente encaixou rápido o seu jogo. Para uma seleção que estava jogando junta a poucos minutos pela primeira vez na vida, o entrosamento, calma, técnica e controle de jogo foram as boas e grandes notícias desta promissora Seleção do ex-comandante corintiano.

Muitos falarão da boa partida do quarteto Santástico, do gol de Neymar, dos dribles de Robinho, da visão espetacular de Ganso, do bom retorno de Alexandre Pato e seu gol. Mas prefiro destacar a atuação firme e técnica dos volantes, que deram opção de saída de bola e até passe para gol, como Ramires serviu a Pato. Em vez do truculento Felipe Melo, temos o seguro e leal Lucas.

domingo, 11 de julho de 2010

A ameaça alemã permanece contra Ronaldo

Se Ronaldo e grande partes dos brasileiros secou o esforçado Klose para que o brasileiro não perdesse o trono como maior artilheiro dos mundiais, eis que a Alemanha apresenta uma nova, melhorada e vistosa ameaça: Thomas Müller.

O jogador de 20 anos e revelação do Bayern de Munique saiu da Copa do Mundo com dois prêmios: melhor jogador jovem e artilheiro, com cinco gols. O número é o mesmo de Forlán (o craque da Copa), Villa e Sneijder, mas o desempate vem no número de assistências, três.

Com sua idade e já cinco gols na cartela das Copas, Müller tem mais três mundias para ampliar sua marca. Se mantiver a marca, pode chegar a 20 gols.

Vejam o vídeo do jogador que há um ano nem estava na órbita de figurar na seleção alemã e hoje é um dos maiores do mundo.

Espanha vence final contra um time de Felipes Melo


No início do jogo, a Espanha era a favorita e acredito que a maioria dos brasileiros torciam pela Roja. No entanto, se a Holanda vencesse, eu e talvez poucos achassem algum absurdo. No entanto, bastou o apito de Howard Webb soar para uma horda de Felipes Melo vestirem laranja e partirem para atacar os craques espanhóis das mais diferentes e sórdidas maneiras.

O árbitro inglês que deixa a violência correr solta na Premier League conseguiu ter a proeza de expulsar um jogador holandês somente no segundo tempo da prorrogação, quando os volantes Van Bommel e De Jong poderiam ter sido expulsos no primeiro tempo do jogo. O jogador do Manchester City (De Jong, foto) entrou no peito de Xabi Alonso com uma solada que daria expulsão em qualquer esporte, seja no rugbi, no futebol americano ou no hóquei, só para citar os mais violentos.

Melhor que a categoria prevaleceu e o gol do título histórico da Espanha veio nos pés do melhor em campo e o melhor meia espanhol: Andres Iniesta!

sábado, 10 de julho de 2010

La Selección Española es la paradoja nacional


No es ninguna novedad que el Real Madrid y el Barcelona tengan la rivalidad más grande del fútbol mundial, o al menos, una de las más conocidas y famosas. La llegada del equipo nacional, por primera vez, en la final del Mundial, es algo que pone en la mente de los apasionados del fútbol que no son españoles, como yo, una duda paradójica.

La Selección Española tiene un juego en que la posesión del balón es vital y solo ha podido hacerlo porque en el once inicial predominan los jugadores del Barça. Todos conocen el slogan del club culé: “mès que un club”, justamente porque representa una nación, Cataluña, que ha vivido tiempos de rebeldía contra la capital, Madrid. Es decir, el Azul Grana es un símbolo que siempre quiebra con la unidad nacional.

Ya en Madrid pueden estar felices gracias a los separatistas y a su idea de fútbol, de posesión y jugadores españoles y de la cantera, algo que el Madrid no tiene como modelo.

La única respuesta que tengo es que para los españoles, el Mundial es como uma tregua, en la cual las diferencias son olvidadas en aras que todos puedan gritar juntos: ¡Viva España!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Alemanha x Espanha: o jogo-paradoxo da Copa


Alemanha e Espanha fizeram em seus 90 minutos o jogo da seleção que deveria ganhar a Copa contra a seleção que deveria ganhar o jogo. A Alemanha vinha jogando o futebol mais vistoso da competição, com duas goleadas consecutivas contra ninguém menos que Inglaterra e Argentina; a Espanha dominou Portugal e teve um jogo difícil contra o Paraguai, vencendo pela contagem mínima as duas partidas.

Mas nos fatídicos noventa minutos da semifinal mais esperada da Copa do Mundo, fez-se justiça. A Espanha dominou amplamente a partida, não deixou a Alemanha ver a cor da bola e não conseguiu traduzir no placar a sua superioridade. O gol único não veio de uma jogada bonita de Iniesta ou numa corrida mortal e um chute certeiro do artilheiro Villa, mas sim do guerreiro zagueiro culé Carles Puyol.

Na final, a Espanha será a favorita contra a Holanda, que deve estar pensando como roubar a bola da Fúria para não ficar assistindo o jogo e esperar pelo inevitável gol, como ocorreu com os alemães. A bola parada da laranja deve ser uma boa arma de Sneijder, o favorito a melhor da Copa, e companhia.

sábado, 3 de julho de 2010

Prepotência Argentina permite o óbvio e Alemanha goleia


Como eu havia comentado com colegas, se a Alemanha goleou a Inglaterra que tinha um zagueiro ruim, imagina o que não faria com a Argentina, que tem todos os zagueiros ruins. Para Maradona, o melhor do mundo saindo do ápice, Messi, o raçudo Tevez e a racha goleadora de Higuaín seriam suficientes para passar pelo melhor esquema tático da Copa e por três jogadores jovens iluminados e um artilheiro abençoado quando está no mundial.

Özil, que não jogou bem hoje, Müller, que é destaque desde que surgiu no ano passado no Bayern, Schweinsteiger, candidado a craque da Copa e Klose, o provável maior artilheiro do torneio, começaram com tudo e abriram o placar com dois minutos. A Alemanha, depois, respeitou demais a Argentina e quase sucumbiu à pressão, mas foi só encaixar uma jogada para o 2 a 0 abrir a porteira para mais uma goleada alemã.

Aos argentinos resta a lição de que hoje é necessário ter um plano tático para vencer em alto nível e não só talento individual. Dunga exagerou no lado oposto de Maradona e também foi eliminado, mas ao menos, de uma forma menos vergonhosa.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O ano de Wesley Sneijder


Poderia xingar o coerente e teimoso Dunga, poderia exaltar a vilania de Felipe Melo, que nos brindou com um primeiro tempo de craque, com um passe perfeito para o gol de Robinho, e nos entregou um segundo tempo de psicopata e uma entrevista coletiva de sociopata.

Mas não farei isso. Prefiro exaltar o ano do jogador que foi relagado ao terceiro plano e preterido por Kaká, saiu do Real Madrid, foi para Internazionale ser o cérebro do time italiano e voltou ao Bernabéu como rei e campeão da Champions League.

Se a Holanda não jogou o suficiente para derrotar ou merecer derrotar o Brasil, ele sim, se esforçou, jogou e cabeceou para nocatear os sonhos de 190 milhões de gritar hexacampeão. Sneijder e a Holanda têm tudo para estar na final da Copa do Mundo contra as favoritas Argentina, Alemanha e Espanha.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A crise dos laterais-esquerdos


Qualquer um que for montar a seleção da Copa terá uma dificuldade: quem é o lateral-esquerdo? Muitos dos que estão sendo colocados ali como melhores sequer são da posição. O polivalente Lahm, da Alemanha, agora joga na lateral-direita; o português Fábio Coentrão é meia; o argentino Heinze era zagueiro, assim como o espanhol Capdevilla.

No jornal Marca desta semana, havia uma "encuesta" sobre os melhores das oitavas. Lúcio, por um sacrilégio dos espanhóis, não estava entre os selecionáveis, mas Juan, Júlio César, Robinho, Maicon e Michel Bastos estavam. E sabem quem foi o único escolhido da amarelinha? O contestadíssimo e dissonante lateral-esquerdo da nossa Seleção, que aliás, joga de ponta-direita no Lyon.

Isso só prova que a posição vive uma crise mundial. Evra, da França, não conseguiu mostrar em campo o status de atual melhor do mundo, conseguido por suas ótimas atuações no Manchester United. Quem deve estar se mordendo é Roberto Carlos, que não só poderia completar a defesa brasileira e sacramentá-la de vez como a melhor do mundo como poderia ele estar facilmente no onze de qualquer jornalista do globo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Copa: o que foi e o que será


Já um pouco atrasado, faço uma revisão da minha opinião de quem passaria de fase lá na época do sorteio. No Grupo A, acertei o México, mas errei a França; no B, acertei a Argentina, mas errei a Nigéria; no C, acertei Inglaterra e EUA; no D, acertei Alemanha e Gana (o único grupo que ainda têm os dois representantes); no E, acertei a Holanda, mas errei a Dinamarca; no F, acertei o Paraguai e todos erraram a Itália; no G, acertei o Brasil, mas errei a Costa do Marfim; e no H, acertei Espanha e Chile.

Mas o mais divertido vem agora, com as quartas-de-final e minhas projeções. Brasil e Uruguai fazem uma semifinal heróica e passamos vencendo por 3 a 2, nos 90 minutos; no lado de lá, Alemanha e Espanha fazem um jogo disputado e vencido pelos tricampeões na prorrogação pelo mesmo placar.

Na decisão de terceiro e quarto, David Villa e Luis Suárez (foto) brigam pelo posto de artilheiros da Copa e o novo jogador do Barcelona leva a melhor e o prêmio de melhor do torneio. Na final, o Brasil consegue derrotar os alemães por 2 a 1 e o hexa é nosso. Sonho, premonição, análise furada, embasada ou palpite certeiro? Sexta-feira já começa a trazer as respostas.

Brasil passeia e pega a Holanda


Carlos Alberto Parreira bem apontou hoje, antes da partida contra o Chile, em conversa com Galvão Bueno: "O Brasil não precisou colocar o pé no acelerador e chegou até aqui. E isso é bom". Realmente, e hoje, a frase fez mais sentido do que nunca.

Apesar do ímpeto chileno no começo do jogo, o Brasil abriu a porteira na jogada mais cantada da partida: a bola alta contra uma zaga muito baixa. Juan, em sua melhor atuação na Copa, abriu o placar.

Robinho, quando fez o simples, brilho no jogo de hoje. Primeiro, no passe para a conexão letal entre Kaká e Luis Fabiano. Depois, no arremate com classe depois de uma jogada excelente de Ramires. Brasil 3, Chile 0, simples e sem suar muito a camisa.

As preocupações reais começam agora, contra a Holanda que joga pelas pontas e pode, por um lado, segurar Maicon e, por outro, derrubar o instável Michel Bastos. O verdadeiro teste de Dunga será na sexta, às 11h. Sorte a dele de contar com a melhor dupla de zagueiros do mundo, os melhores jogadores do Brasil, Juan e Lúcio.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Queiroz dita ritmo do jogo e Brasil e Portugal ficam no zero


O técnico português Carlos Queiroz, que nunca foi nenhum gênio, na minha opinião, ditou o ritmo do conveniente 0 a 0 entre Brasil e Portugal na aprazível Durban. No primeiro tempo, o time português jogou como pequeno, se retrancou com seis zagueiros e viu apenas Nilmar ameaçar a calmaria do placar eletrônico.

No segundo, viu que poderia avançar e tentar o gol tocando a bola e não em bolas lançadas ao léu para Cristiano Ronaldo tentar passar em vão por Juan e no excelente Lúcio, o melhor em campo. Queiroz deixou livres Josué (que entrou no lugar do lunático Felipe Melo) e Gilberto Silva para armar o jogo. Postados como quase postes, os dois volantes forçaram Lúcio a armar o Brasil, com muita boa vontade, mas sem sucesso.

Com Nilmar, Luis Fabiano e Júlio Baptista mais ilhados que os Açores ou a Madeira, a melhor chance do segundo tempo ficou para Portugal, em um chute meio desequilibrado do bom meia Raul Meirelles, defendido por Júlio César. A partida serviu para confirmar a extrema dependência de Kaká e a inesperada saudades de Elano, muito mais meia que Daniel Alves, talhado aos contra-ataques.

Que venha o espevitado Chile, que dominava a partida contra a Espanha, até o seu goleiro e depois o seu zagueiro cometer erros vitais e muito bem-vindos às partidas de oitavas-de-final.

Dunga deve desculpas a si mesmo


O embate Dunga e Globo é bem difícil de escolher um lado. Entre o técnico ranzinza, que forçozamente se desculpou nesta quinta, e a emissora-monopólio-mimada, fico com a análise que ninguém fez (ou pelo menos não vi ninguém falando ou escrevendo).

Ao não abrir treino algum e ainda desafiar jornalistas e proferir palavrões em meio a uma coletiva mundial, Dunga não ofendeu os lares brasileiros com palavras de baixo calão, já que ali é onde mais isso existe, mas sim, sabota a sua carreira como técnico de futebol em grande nível.

Que time grande gostaria de um técnico que não se dá bem com a imprensa, fecha treinos e não expõe a marca de seus patrocínios milionários? Tirando o Internacional, Fiorentina e Stuttgart, times onde Dunga jogou, talvez o seu cartaz, mesmo como campeão mundial agora na África, não brilhe muito. A não ser que para Dunga, o título realmente seja a única coisa que importa e seja seu canto do cisne. É... talvez não seja má ideia.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Brasil vence, convence e aguarda icógnita


No SporTV, há pouco, havia uma matéria do repórter Smeagol com as pessoas que não iriam assistir ao jogo do Brasil. Se ele estivesse em São Paulo, poderia ir ao Parque São Jorge para fazer uma matéria com o time de futebol americano do Corinthians, que treina para a final do Campeonato Paulista. Entre um down e outro, acompanhava os gritos e rojões da convincente vitória do Brasil por 3 a 1 contra a mais forte seleção africana da Copa do Mundo, a Costa do Marfim.

Acabo de ver o VT do jogo, o único da copa que não acompanhei ao vivo. As dificuldades existiram, mas o time de Dunga parece ter provado que não pode ser parado durante todos os 90 minutos e conseguiu se aproximar da ideia de Seleção Brasileira que todos têm na cabeça.

O gol de Luis Fabiano foi fantástico, mas deve ser excluído dos melhores da Copa por ter sido irregular. O primeiro toque com a mão pode ter sido involuntário, mas o segundo... Kaká voltou a jogar bem e realmente, quando ouvi a notícia, não acreditei que ele pudesse ter sido expulso por uma briga. No fim, não foi nada grave, mas ele está fora do jogo contra Portugal.

Se alguma hora é boa para a expulsão, esta é a hora. O time já está classificado para as oitavas de final, com grandes chances de ser o primeiro do grupo. Resta saber quem será o adversário. Suíça, que derrotou a favorita Espanha, a própria Fúria e o Chile são os candidatos. Mas eu estou apostando que o Brasil mira para a final e não tem porque se temer as oitavas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasil vence Coreia do Norte de maneira reticente


Foi uma estreia quase que para chorar. Não de emoção, como o bom atacante coreano Tae Se, o "Rooney asiático", mas sim de ver como a seleção brasileira não consegue se impor diante de um adversário que se fechou e que não tem grandes qualidades técnicas ou táticas.

Em um primeiro tempo em ritmo de treino e que parecia não ser uma primeira partida de Copa do Mundo, o Brasil decepcionou e esfriou a festa e o sentimento positivo que se armou pelas ruas de nosso país. Após uma curva "sobrenatural" da Jabulani em um chute do esforçado Maicon, tudo ficou um pouco mais claro. Mas tomar um gol da Coreia do Norte não é um bom presságio para a tão propalada melhor defesa do mundo.

Kaká, nitidamente fora de forma, nos deixa reticentes, assim como a vitória da seleção; Luis Fabiano ficou perdido o amaranhado de zagueiros rubros; Robinho tentou, se mexeu, deu o passe para Elano e foi o melhor da frente; no meio, Felipe Melo foi burocrático e não compremeteu pois não havia pressão sobre ele... como será nos próximos jogos? Mais reticências...

Resta-nos acreditar que o Brasil é como um bom tenista: o seu winner de devolução depende muito de como a bola vem do adversário. Pelo menos esta é a desculpa dada por Dunga e seus jogadores, que acreditam jogar melhor contra times que vem para cima. Domingo, Drogba, Kalou, Gervinho e os Toures, da Costa do Marfim, serão um bom teste para este teoria.

sábado, 12 de junho de 2010

África do Sul emociona na abertura da Copa


Uma festa de arrasar, uma torcida emocionante e um time esforçado. Assim foram os dois primeiros dias de Copa do Mundo em Johanesburgo para a África do Sul. Na quinta, um show fantástico, que misturou muito bem o pop americano, latino e africano para empolgar qualquer platéia. Shakira fechou com a dançante Waka, Waka, um dos hinos da Copa junto a Wavin' Flag, do rapper somali K'naan.

Na abertura, o jogo contra o técnico México, que não soube aproveitar a primeira meia hora completamente nervosa do time de Carlos Alberto Parreira, que voltou no segundo tempo encaixando os contra-ataques e abrindo o placar com Tshabalala. Um erro do experiente capitão Mokoena, que não saiu da área para deixar os mexicanos em impedimento, fez o barcelonista Rafa Marquez ficar na cara do gol para empatar.

No outro jogo do grupo da morte, o Grupo A, França e Uruguai decepcionaram e ficaram no 0 a 0. O técnico francês, Raimond Domenech, na minha opinião, tem que escalar Henry e Anelka juntos para o time deslanchar. Dia 16, África do Sul e Uruguai, e dia 17 México e França, se enfrentam.

domingo, 16 de maio de 2010

McItália ganha em originalidade, mas e a Azzurra?


Um sanduíche nada a ver com o McDonald's, que parece até feito em casa. Pegue uma porpeta bem carnuda e recheada com um queijo mussarela derretendo, com um molho de tomate bem cozidinho com cebola picada e um pepperonni totalmente killer e você tem um sanduíche inesquecível, que dá vontade de comer mais um. Talvez o único erro do McDonald's tenha sido colocá-lo aos sábados; deveria ser aos domingos, pois realmente lembra a comida da mamma.

Se o McItália dá prazer só de ler como ele é, a lista da Azzurra já não é tão empolgante. Sem Totti, que se aposentou da seleção, voltou atrás, mas não foi mais chamado, e Del Piero, a seleção italiana perde o jogo bonito. Tentará contar com a eficiência de seu meio-campo, com Pirlo, De Rossi e Montolivo, e a eterna segurança de sua defesa, com o goleiro Buffon e o zagueiro Cannavaro, o melhor da Copa passada.

Veja a lista do técnico Marcelo Lippi:

Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Morgan De Sanctis (Napoli), Federico Marchetti (Cagliari), Salvatore Sirigu (Palermo)

Defensores: Gianluca Zambrotta (Milan), Fabio Cannavaro (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Christian Maggio (Napoli), Leonardo Bonucci (Bari), Fabio Grosso (Juventus), Domenico Criscito (Genoa), Mattia Cassani (Palermo), Salvatore Bocchetti (Genoa)

Meias: Andrea Pirlo (Milan) - foto, Gennaro Gattuso (Milan), Daniele De Rossi (Roma), Riccardo Montolivo (Fiorentina), Mauro Camoranesi (Juventus), Angelo Palombo (Sampdoria), Antonio Candreva (Juventus), Andrea Cossu (Cagliari), Claudio Marchisio (Juventus), Simone Pepe (Udinese)

Atacantes: Fabio Quagliarella (Napoli), Giuseppe Rossi (Villarreal-ESP), Vincenzo Iaquinta (Juventus), Antonio Di Natale (Udinese), Marco Borriello (Milan), Alberto Gilardino (Fiorentina), Giampaolo Pazzini (Sampdoria)

Na África do Sul, a Itália terá um grupo fácil pela frente, com Nova Zelândia, Paraguai e Eslovênia no Grupo F.

sábado, 15 de maio de 2010

McEUA mostra onde eles realmente são craques


O McEUA é um senhor sanduíche do McDonald's. O vencedor até agora e mostra onde eles realmente são craques: no fast food. Um hamburger de respeito com molho barbecue, picles, bacon e cheddar... não precisa falar que é o campeão (e nem comi ainda o Itália ou Alemanha).

Já a seleção dos EUA vai à Àfrica do Sul com o objetivo de passar de fase em um grupo acessível, mas com a estreia marcada contra os caras que falam inglês e terão chances de chegar à final: a Inglaterra. Os jogos contra Argélia e Eslovênia terão os americanos como favoritos no Grupo C.

Mas se essa Copa ainda não será a da vez dos EUA, hoje eles oficilizaram a candidatura para sediar um segundo mundial. Depois de 1994, quando foram eliminados pelos campeões do Brasil nas oitavas, os EUA querem chegar em 2018 com verdadeiras chances de disputar uma final.

Veja a lista do técnico Bob Bradley para a África do Sul:

Goleiros: Brad Guzan (Aston Villa), Tim Howard (Everton), Marcus Hahnemann (Wolverhampton)

Defensores: Carlos Bocanegra (Rennes), Jonathan Bornstein (Chivas USA), Steve Cherundolo (Hannover), Jay DeMerit (Watford), Clarence Goodson (IK Start), Chad Marshall (Columbus Crew), Oguchi Onyewu (AC Milan), Heath Pearce (FC Dallas), Jonathan Spector (West Ham United)

Meias: DaMarcus Beasley (Rangers), Alejandro Bedoya (Örebro), Michael Bradley (Borussia Mönchengladbach), Ricardo Clark (Eintracht Frankfurt), Clint Dempsey (Fulham), Landon Donovan (Los Angeles Galaxy), Maurice Edu (Rangers), Benny Feilhaber (Aarhus), Stuart Holden (Bolton), Sacha Kljestan (Chivas USA), Robbie Rogers (Columbus Crew), José Torres (Pachuca)

Atacantes: Jozy Altidore (Villarreal), Edson Buddle (Los Angeles Galaxy), Brian Ching (Houston Dynamo), Robbie Findley (Real Salt Lake), Herculez Gomez (Puebla), Eddie Johnson (Aris Thessaloniki)

Freddie Adu, o garoto que era uma promessa, ficou de fora de lista. Landon Donovan sempre será um destaque, mas já está em queda. Clint Dempsey e Jozy Altidore (foto) são as verdadeiras estrelas do US Soccer Team.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

McBrasil 2010 é bom, mas pior que 2006; fez Dunga o contrário?


Ingrediente por ingrediente, os dois sanduíches são bons. Em 2006, um hamburgão de calabresa profissional, com uma cebolinha esperta e um queijo prato que derretia na medida certa (e eu ainda colocava um molho caipira pra incrementar o meu sanduíche favorito da outra Copa); em 2010, um sanduíche de pernil inspirado no clássico e imbatível dos estádios, com uma maionese gostosa e uma saladinha que dá uma rebatida certeira. Tudo certo com os dois, mas o primeiro, levava vantagem.

Nome por nome, as duas seleções até são boas. Mas enquanto em 2006 vivíamos a expectativa do quadrado mágico brilhar, em 2010 estamos temerosos que a eficiência sem brilho de Dunga nos leve ao mesmo fracasso. Mas como cobrar de um técnico que simplesmente ganhou tudo usando estes mesmos jogadores? Campeão da Copa América e Confederações e primeiro colocado das eliminatórias, Dunga chega como favorito a erguer mais uma taça para o Brasil.

O Grupo G não é dos mais fáceis, com Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. O Brasil vai estrear sem tanta pressão contra os asiáticos, o que já pode dar um embalo suficiente para seguir para a segunda fase em primeiro e evitar, assim, o precoce confronto contra a Espanha.

Nos resta comemorar o Hexa e não lamentar as ausências de Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso no meio-campo brasileiro.

McFrança tem recheio, e a seleção, Domenech?


O McFrança é o melhor até aqui, com um filezão de frango tenro, ótimo molho e um queijo derretido no ponto. Chega até a lembrar o Chicken Tendercrisp do Burger King (ok, desculpe a heresia) e poderia ficar no cardápio facilmente.

Mas a alegria é só durante a Copa e então, vamos a ela. A lista francesa saiu e o polêmico e fraco técnico Raymond Domenech deixou de fora o centroavante Karim Benzema. Contratado do Lyon pelo Real Madrid no início da temporada por 35 milhões de euros, Benzema viu seu espaço tomado por um incrível Gonzalo Higuaín, que até no PS3 é realmente mais eficiente que o francês.

Mesmo assim, perto de nomes pouco expressivos internacionalmente como seu ex-companheiro de Lyon Ben Harfa e Briand (?), a jovem promessa francesa deveria ir ao Mundial da África do Sul para levar os bleus à segunda fase em um grupo que é de morrer: México, Uruguai e os anfitriões.

Segue a lista (em negrito, os meus titulares):

Goleiros: Hugo Lloris (Lyon), Steve Mandanda (Marseille), Cédric Carrasso (Bordeaux), Mickaël Landreau (Lille).

Defensores: Bacary Sagna (Arsenal/ING), Eric Abidal (Barcelona/ESP), William Gallas (Arsenal/ANG), Patrice Evra (Manchester United/ING), Rod Fanni (Rennes), Adil Rami (Lille), Sébastien Squillaci (Sevilla/ESP), Gaël Clichy (Arsenal/ING), Marc Planus (Bordeaux), Anthony Reveillère (Lyon).

Meias: Jérémy Toulalan (Lyon), Lassana Diarra (Real Madrid/ESP), Alou Diarra (Bordeaux), Yoann Gourcuff (Bordeaux), Abou Diaby (Arsenal/ING), Yann M'Vila (Rennes), Florent Malouda (Chelsea/ING).


Atacantes: Sidney Govou (Lyon), Franck Ribéry (Bayern Munich/ALE) - FOTO, Thierry Henry (Barcelona/ESP), Nicolas Anelka (Chelsea/ING), Djibril Cissé (Panathinaïkos/GRE), André-Pierre Gignac (Toulouse), Mathieu Valbuena (Marseille), Hatem Ben Arfa (Marseille), Jimmy Briand (Rennes).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Kaká e seu hercúleo trabalho


A convocação de Dunga causou muita controvérsia hoje, em grande parte pelo clamor passional pela dupla santista Ganso e Neymar. Alguns também lamentam por Ronaldinho Gaúcho, como eu, e também como eu, comemoram a coerência do técnico ao não chamar um jogador instável (em todos os sentidos) como Adriano.

E esta é a palavra: coerência. Dunga está sendo coerente com todas as suas convocações e montou um time que vem sendo extremamente eficiente, mas poucas vezes brilhante como a torcida brasileira gosta. E no quesito brilho é que o time terá apenas Kaká para ser a cabeça pensante para ligar o meio e ataque. Não há reservas a altura, como poderiam ser Ganso ou Ronaldinho, mas sim sete homens do meio que podem atuar todos como volantes.

A esperança estará nas laterais, sempre elas, a posição que mais difere o jeito brasileiro de jogar de todos os outros. Michel Bastos e Daniel Alves podem ser boas opções pelo meio quando e se as coisas ficarem feias.

Segue a lista dos homens de Dunga:

Goleiros:
Júlio César
Gomes
Doni

Laterais:
Maicon
Daniel Alves
Gilberto
Michel Bastos

Zagueiros:
Juan
Lúcio
Luisão
Thiago Silva

Meias:
Gilberto Silva
Felipe Melo
Josué
Kleberson
Elano
Ramires
Kaká
Júlio Baptista

Atacantes:
Luís Fabiano
Nilmar
Robinho
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