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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seleção Brasileira: A new hope


Depois que os esforços de Darth Dunga nos levam à estrela da morte e não a do hexa na Copa do Mundo, restou apostar nos Skywalkers de Mano Menezes. E não foi preciso ir a uma galáxia muito, muito, muito distante para ver o futebol brasileiro renascer, mas sim na renegada, mas florida New Jersey, a Guarulhos de Nova York.

Depois de um começo titubeante contra os donos da casa, a boa seleção dos EUA, onde quem mais errou foi o mais experiente da defesa, o lateral-direito Daniel Alves (dois passes que deram contra-ataques), o Brasil surpreendentemente encaixou rápido o seu jogo. Para uma seleção que estava jogando junta a poucos minutos pela primeira vez na vida, o entrosamento, calma, técnica e controle de jogo foram as boas e grandes notícias desta promissora Seleção do ex-comandante corintiano.

Muitos falarão da boa partida do quarteto Santástico, do gol de Neymar, dos dribles de Robinho, da visão espetacular de Ganso, do bom retorno de Alexandre Pato e seu gol. Mas prefiro destacar a atuação firme e técnica dos volantes, que deram opção de saída de bola e até passe para gol, como Ramires serviu a Pato. Em vez do truculento Felipe Melo, temos o seguro e leal Lucas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

McBrasil 2010 é bom, mas pior que 2006; fez Dunga o contrário?


Ingrediente por ingrediente, os dois sanduíches são bons. Em 2006, um hamburgão de calabresa profissional, com uma cebolinha esperta e um queijo prato que derretia na medida certa (e eu ainda colocava um molho caipira pra incrementar o meu sanduíche favorito da outra Copa); em 2010, um sanduíche de pernil inspirado no clássico e imbatível dos estádios, com uma maionese gostosa e uma saladinha que dá uma rebatida certeira. Tudo certo com os dois, mas o primeiro, levava vantagem.

Nome por nome, as duas seleções até são boas. Mas enquanto em 2006 vivíamos a expectativa do quadrado mágico brilhar, em 2010 estamos temerosos que a eficiência sem brilho de Dunga nos leve ao mesmo fracasso. Mas como cobrar de um técnico que simplesmente ganhou tudo usando estes mesmos jogadores? Campeão da Copa América e Confederações e primeiro colocado das eliminatórias, Dunga chega como favorito a erguer mais uma taça para o Brasil.

O Grupo G não é dos mais fáceis, com Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. O Brasil vai estrear sem tanta pressão contra os asiáticos, o que já pode dar um embalo suficiente para seguir para a segunda fase em primeiro e evitar, assim, o precoce confronto contra a Espanha.

Nos resta comemorar o Hexa e não lamentar as ausências de Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso no meio-campo brasileiro.