terça-feira, 25 de maio de 2010

"24 Horas" termina com grandes atuações


Mais uma série que se vai. Mas "24 horas" tem muito de diferença em relação a Lost: enquanto a série da ABC inovou com a narrativa em que o tempo não importava, abusando de flashbacks, flashforwards e o inovador flashsideways, a série da FOX inovou no início da década ao contar uma história em tempo real. Mas ao longo de oito temporadas, a fórmula se esgostou, gastava muito dinheiro, perdeu parte de sua audiência e não colocou um deadline para si. Resultado: acabou cancelada.

Se na oitava temporada já não havia mais nada de novo para ser explorado em termos de história, coube ao elenco da série brilhar no último suspiro de Jack Bauer e sua trupe. Até mesmo os novos coadjuvantes, como o sempre fraco Freddie Prinze Jr. e a novata Katee Sackhoff, e logicamente os veteranos como Mary Lynn Rajskub, como a nerd Chloe, e os destaques Cherry Jones, como a Presidente Alisson Taylor, e Kiefer Sutherland, como Jack Bauer.

Os dois últimos deram um espetáculo a parte. Ambos personagens romperam barreiras morais gigantescas nos últimos episódios, exigindo atuações de primeira para sustentar o drama necessário e merecido que a cultuada série pedia. Se Jones ganhou o Emmy no ano passado por este mesmo papel e Sutherland o Globo de Ouro no primeiro ano da série, ambos são grandes candidatos a figurarem em todas as listas do ano como favoritos às estatuetas.

Quanto a Jack Bauer, ainda não terminou: os produtores prometem um filme para encerrar a saga do mais obstinado agente americano da ficcção. Aguardemos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Lost é a versão ocidental da mitologia


"There is no now, here". A série mais comentada do século XXI chegou ao seu final sem nem chegar perto de responder todas as dúvidas, todas as questões, todos os mistérios, um por um. E ao mesmo tempo, respondeu a todos, entregando à História a versão ocidental da mitologia. Por anos, haverá debates sobre a filosofia que a série implantou... seria a versão americana do ying-yang, do símbolo do infinito? Seria a versão moderna do carpe diem, do viva o agora?

Ao mesmo tempo em que é um ícone do capitalismo, da televisão, da internet, Lost se aproxima da narrativa de filmes europeus, asiáticos, em que o final não é o clímax, ou talvez tenha criado um clímax para que todos nós percebessemos que o ápice não é o final, mas sim toda a experiência, do pretenso começo ao pretenso fim. E aí, os criadores da série amarram bem o término, demonstrando claramente que o fim é igual ao começo, alfa e ômega.

Para quem acredita (e eu não duvido), a filosofia de Lost pode explicar epifanias, amores à primeira vista ou simples ataques súbidos emocionais. E chegando ao final, compreendemos o porquê não havia como Jacob aparecer no começo e explicar todo o mistério. Nós precisávamos vivê-lo, senti-lo. Quem não acompanhou, irá perguntar como tudo terminou. Não saberemos explicar. Eles terão que ver em DVD. E nós, rever em DVD, para a felicidade de David Lindelof, Carlton Cuse e J. J. Abrams, os criadores da loucura toda.

Timão vence e está na final do Paulistão


Eficiência e nervos de aço. Foi isso o que o Corinthians Steamrollers mostrou na vitória em pleno estádio municipal da capital paulista da metalurgia, Votorantim, contra os donos da casa, o Sorocaba Vipers. O placar de 21 a 6, a terceira vitória consecutiva do Timão, e a combinação de resultados que colocam São Paulo Spartans, Sorocaba Vipers e Itatiba Priests com duas derrotas, garantem a equipe alvinegra na final do primeiro Campeonato Paulista de Futebol Americano já disputado.

O jogo em Sorocaba começou com a equipe da casa surpreendendo. Era esperado o jogo corrido, mas em alguns passes, os Vipers já estavam na redzone do Timão. Mas tudo parou por ali, na beira da endzone. Até mesmo um field goal, a tentativa de chute por entre as traves, foi bloqueado pela defesa do Steam.

Na retomada, o ataque já conseguiu converter na tradicional ponte aérea entre o quarterback Cauê Martins e o wide-receiver Paulinho Santos, que girou no meio de dois marcadores para levar a bola até a conversão do touchdown. Em nova jogada do ataque, o running back Pedro Passarela conseguiu uma sobrenatural corrida de 40 jardas, driblando toda a defesa sorocabana, para colocar um contundente 14 a 0 antes do término do primeiro tempo.

Na segunda etapa, a tática usada foi controlar o relógio, mas o ímpeto dos locais apareceu na partida. Após um sack e um fumble forçado e recuperado pela defesa dos Vipers, o Timão sofreu seus primeiros seis pontos no jogo. Mas a tentativa da conversão de dois pontos foi parada pelo muro alvinegro.

A torcida local se acendeu em meio aos fogos no Estádio Domenico Paolo Metidieri. A animação, no entanto, logo se apagou com a determinação e eficiência da defesa do Steamrollers. Em uma precisa interceptação, o cornerback Wanderson “Mauá” Araújo retornou a bola freneticamente para determinar o placar final em 21 a 6, a terceira vitória em três jogos do Corinthians no Campeonato Paulista de Futebol Americano.

A nota triste do jogo foi a lesão no tornozelo do safety Matias “Argentino” Peinado, que tenta se recuperar para o próximo jogo do Timão. A partida será no dia 5 de junho, sábado, em Embu das Artes, casa do Steamrollers em 2010. A final do Campeonato, que tem o Corinthians como o único confirmado até agora, acontece no dia 26 de junho, em local a ser confirmado.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

American Idol: Peaking at the right moment


Parecia realmente impossível Crystal Bowersox chegar à final não sendo a favorita. Mas aconteceu. Lee DeWyze, com uma certa força da produção e de Simon Cowell, surpreendeu e chegou amado por todos. Finalmente, suas apresentações foram totalmente sem falhas, sem desafinações e sua voz, rouca o suficiente para ser bem interessante, conquistou a América.

Hoje, Lee foi o primeiro integrante da pior edição do American Idol a entrar na Billboard. Além disso, seu nome era um dos trends mais comentados do twitter (junto ao onipresente Justin Bieber, que se apresentou no results show). A versão de Hallelujah de Lee foi a melhor apresentação da temporada, praticamente uma apoteose antecipada da sua vitória na próxima quarta-feira.

Crystal ficou para trás um pouco por sua simpatia forçada e muito por ser uma artista datada, alguém que viajou no tempo dos anos 70 para o século XIX. Mas voz por voz, fica difícil comparar. Bowersox rocks e talvez isso lhe dê alguma chance. See you at The Nokia Theatre!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cuddy salva House no episódio mais intenso da série


Mortes, suicídio, assassinato e dependência química já foram usadas para criar os capítulos mais intensos da série "House", como no final da quarta temporada, com a morte de Amber (namorada de Wilson); quase no término da quinta, com o suícido de Kutner; e no início da sexta, com Chase matando Dibala e House sofrendo com o vicodin a série toda.

No último capítulo da sexta temporada, "Save Me", House e Cuddy estão em um local onde um prédio caiu, com vários mortos e feridos. House é o único a notar que há uma pessoa soterrada e mais uma vez aqui, há uma metáfora com os fatos reais e os sentimentos do médico mais admirado da TV.

Enquanto tentam salvar a mulher soterrada, são os sentimentos de House durante toda uma temporada de recuperação do vicodin que são postos à prova e o colocam à beira de um abismo. Cuddy diz que não o ama e que a vida do médico é um vazio durante uma discussão.

Após ter que amputar a perna da soterrada e mesmo assim vê-la morrer de embulia com os tecidos gordurosos do procedimento, House se desespera e recorre à suas últimas doses da droga, escondidas atrás do espelho do banheiro. Cuddy, salvadora, aparece e admite amá-lo, deixando todos os fãs curiosos de como será esta nova vida de House na sétima temporada. Setembro promete.