segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"The King's Speech" leva quatro estatuetas


O filme favorito, que ultrapassou "The Social Network" nas apostas desde o começo do ano, venceu. "The King's Speech" (O Discurso do Rei) levou as estatuetas de filme, direção (Tom Hooper confirmou o favoritismo apesar da fama e talento de David Fincher), ator (Colin Firth venceu todos os prêmios desde o começo do ano) e Roteiro Original. Faltou ao filme outros prêmios para embasar o seu grande favoritismo (como minhas apostas em fotografia, direção de arte e figurino).

À Rede Social restou seus prêmios incontestáveis de Edição, Roteiro Adaptado e Trilha Sonora (extremamente original). Outros incontestáveis foram a atriz, Natalie Portman, que conquistou público e crítica por seu "Black Swan", e os coadjuvantes do filme "The Fighter", Melissa Leo e Christian Bale.

Eu não fui tão bem nos palpites, ignorando os prêmios técnicos de "Inception" (que levou quatro prêmios - fotografia, efeitos visuais, som e mixagem) e "Alice" (figurino e direção de arte). Na quinta, estreia aqui em São Paulo o vencedor de filme estrangeiro, o dinamarquês "In a Better World", outro erro nas minhas apostas.

Mal posso esperar pela nova safra de filmes e uma nova reunião com os amigos. Grande noite!

PS: ah, a lista completa, sempre lá, no melhor site da internet!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Palpites do Oscar


Vamos lá para os palpites antes da festa. Achava que seria mais fácil...

Filme: The King's Speech
Direção: Tom Hooper
Ator: Colin Firth
Ator coadjuvante: Christian Bale
Atriz: Natalie Portman
Atriz coadjuvante: Melissa Leo
Roteiro Original: The King's Speech
Roteiro Adaptado: The Social Network
Fotografia: The King's Speech
Animação: Toy Story 3
Filme Estrangeiro: Incendies
Edição: The Social Network
Direção de arte: The King's Speech
Figurino: The King's Speech
Maquiagem: The Wolfman
Trilha Sonora: The Social Network
Música: Country Song
Mixagem de som: Inception
Edição de Som: Unstoppable
Efeitos Visuais: Hereafter

sábado, 26 de fevereiro de 2011

127 Horas traz emoções à flor da pele... literalmente


O novo filme do diretor Danny Boyle mostra, no aspecto técnico, o quanto ele gostou de trabalhar com a equipe que lhe ajudou a faturar 8 Oscar dois anos atrás com "Slumdog Millionaire". Fotografia, edição e música tiveram sua qualidade e assinaturas mantidas. Lá também estão os ângulos originais para se contar uma história, qualquer que seja ela.

A escolha de contar a aventura de Aron Ralston, preso em meio aos infinitos canyons das Rocky Montains americanas, realmente não é das mais fáceis. Como manter o interesse da plateia diante de uma situação extremamente aflitiva, mas ao mesmo tempo, estática? Em meio a delírios e alucinações surrealistas, o que sobra de mais forte é o desespero do protagonista, interpretado pelo indicado ao Oscar deste ano James Franco. Em muitos minutos, as situações transpõem a tela e simplesmente está em você

O resultado é um bom filme (um pouco apelativo), uma boa interpretação, mas distante de garantir qualquer prêmio notável. A produção, pela temática, nos faz lembrar de outro filme da safra, "Enterrado Vivo" (Buried), dirigido pelo espanhol Rodrigo Cortés e surpreendentemente muito bem interpretado por Ryan Reynolds. A história passa toda, toda, 1h30 minutos, dentro de um caixão. E consegue passar muito mais emoção, com nexo, que em 127 horas. Fez falta na lista de indicações para a premição de domingo.

Atuações abrilhantam o western-Disney dos Cohen


Ok, demorei para escrever sobre "Bravura Indômita" (True Grit), dos irmãos Cohen, e fui totalmente influenciado por um comentário de uma superamiga minha. Realmente, a releitura do clássico pela dupla de cineastas mais original dos EUA (em sua primeira história não original, já que é um remake) ficou mesmo parecendo um filme da Disney.

Isso pode ser pejorativo considerando a maioria dos filmes desta categoria (mas eu gosto muito de Seabiscuit), mas o que eleva o filme para um outro patamar são as atuações. Jeff Bridges, no papel do xerife-beberrão contratado por uma garota obstinada em vingar a morte e seu pai, está, com sempre, admirável, merecendo a indicação como melhor ator. Matt Damon se colocou como coadjuvante e coroou o seu ano de versatilidade depois de ficar um tanto marcado pelo incrível Jason Bourne.

Mas a estrela do filme é a atriz no papel da garota obstinada, Hailee Steinfeld, que concorre à estatueta de coadjuvante (?) no Oscar deste ano. Realmente aqui não dá pra entender porque Hailee é coadjuvante. Ela está em quase todos os segundos na tela, entregando suas falas com uma firmeza e eloquência impressionantes e fazendo do seu personagem Disney um marco nos westerns modernos. Hail to Hailee.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coadjuvantes brilham no naturalista "O Vencedor"


Muitos podem falar que o filme favorito a dois Oscar nesta premiação é "mais um filme de boxe". Ok, o esporte está lá, o protagonista e seus coadjuvantes respiram este estilo de vida, mas, no meio do filme, você percebe que a história gira muito mais em torno de uma família desestruturada, ou se você preferir, uma família comum, que se sente importante devido ao esporte, mas está na verdade, se partindo devido às drogas e ao desinteresse por levar a vida realmente à sério.

Mark Wahlberg é o protagonista e produtor de "O Vencedor" (The Fighter), a história real da vida dos irmãos Micky Ward, que tenta caminhar no mundo do boxe treinado pelo seu irmão mais velho e viciado em crack, Dick Eklund (Christian Bale, mais uma vez fantástico e favoritíssimo ao prêmio de coadjuvante). A maior glória de Eklund foi ter nocauteado (?) Sugar Ray Leonard, em 1978. Desde então, ele e sua mãe (Melissa Leo, também incrível no papel de uma matriarca decadente e iludida e também favorita à estatueta de coadjuvante) acreditam que já fizeram o bastante e que os problemas se resolvem facilmente.

O conflito entre o mundo real, o qual Wahlberg quer alcançar, e a ilusão, partilhada por seus parentes, é o mais interessante neste filme em que o boxe é uma luta secundária.

PS: Amy Adams, que vive a namorada de Wahlberg, também foi indicada. Bale, além da grande atuação, chamou a atenção pela incrível transformação física para se parecer com um viciado em crack. Magro e alucinado, levou todos os prêmios de melhor coadjuvante até aqui.