segunda-feira, 17 de maio de 2010

McAlemanha tem molho interessante; já a seleção perdeu o seu


O McAlemanha surpreendeu no sabor. A salsicha não parece ser qualquer uma e o molho mostarda com a maionese do McChicken foi o toque de mestre para deixar interessante o sanduíche que prometia ser o mais previsível da promoção do McDonald's.

Mas quem será o "molho" da seleção alemã para tirar a previsibilidade do seu jogo? Até ontem, poderia ser Michael Ballack, mas o mais talentoso meia germânico está fora do Mundial da África do Sul após um jogo em que distribuiu sarrafadas em outro companheiro de seleção alemã (mas não-convocado) e acabou de dando mal. No 1 a 0 do Chelsea contra o Portsmouth, o meia-atacante Kevin-Prince Boateng não levou o título da Copa da Inglaterra, mas também não levou desaforo para casa.

Na briga dos alemães, pior para o técnico Joachim Löw, que perdeu seu capitão e cérebro do meio-campo. É a primeira vez que a tal lista de 30 jogadores (para levar apenas 23) já se faz útil:

Goleiros: Manuel Neuer (Schalke 04), Tim Wiese (Werder Bremen) e Jörg Butt (Bayern).

Defensores: Denis Aogo, Jerome Boateng e Marcel Jansen (Hamburgo), Holger Badstuber e Philipp Lahm (Bayern), Andreas Beck (Hoffenheim), Arne Friedrich (Hertha Berlim), Per Mertesacker (Werder Bremen), Serdar Tasci (Stuttgart), Heiko Westermann (Schalke 04).

Meio-campistas: Michael Ballack (Chelsea-ING) - foto (fora da Copa), Sami Khedira e Christian Träsch (Stuttgart), Toni Kroos (Bayer Leverkusen), Marko Marin e Mesut Özil (Werder Bremen), Bastian Schweinsteiger (Bayern) e Piotr Trochowski (Hamburgo).

Atacante: Cacau (Stuttgart), Mario Gómez, Miroslav Klose e Thomas Müller (Bayern), Stefan Kiessling (Bayer Leverkusen) e Lukas Podolski (Colonia).

Na África do Sul, a Alemanha está no Grupo D, com Austrália, Sérvia e Gana. O primeiro jogo facilita um grupo que pode até ser complicado. Um tropeço contra o Socceroos pode significar a pior Copa da Seleção mais regular dos mundiais.

domingo, 16 de maio de 2010

Ridley Scott acerta no foco narrativo em Robin Hood


A expectativa era alta para o novo Robin Hood. Como uma história tão batida poderia arrebatar boas críticas depois de incontáveis versões? Esta deveria ser a primeira coisa a ser leva em consideração pelo experiente diretor e produtor Ridley Scott e sua trupe de "Gladiator".

Russel Crowe foi escalado para o papel principal do "ladrão que rouba os ricos e dá aos pobres". Mas esta é a questão. O filme está centrado em contar a história antes da história, de onde veio Robin Hood e porquê ele é procurado. Tanto que seu nome, como o conhecemos, só é pronunciado no final; antes, ele é Robin Longstride.

Toda a ambientação medieval, figurino, fotografia, edição e direção estão apurados. O roteiro, apesar da boa idéia de contar uma versão inédita, não consegue escapar de alguns clichês e de uma boa dose de previsibilidade, mas está longe de comprometer a produção.

O ponto alto está no time de atores, a começar pelo protagonista, o antagonista Mark Strong, Max Von Sydow, William Hurt e a uma das melhores atrizes de todos os tempos (sim, de todos os tempos!), Cate Blanchett. Nenhuma frase é uma simples frase depois de sair da boca desta australiana linda e talentosa. Bullseye, Mr. Scott!

McItália ganha em originalidade, mas e a Azzurra?


Um sanduíche nada a ver com o McDonald's, que parece até feito em casa. Pegue uma porpeta bem carnuda e recheada com um queijo mussarela derretendo, com um molho de tomate bem cozidinho com cebola picada e um pepperonni totalmente killer e você tem um sanduíche inesquecível, que dá vontade de comer mais um. Talvez o único erro do McDonald's tenha sido colocá-lo aos sábados; deveria ser aos domingos, pois realmente lembra a comida da mamma.

Se o McItália dá prazer só de ler como ele é, a lista da Azzurra já não é tão empolgante. Sem Totti, que se aposentou da seleção, voltou atrás, mas não foi mais chamado, e Del Piero, a seleção italiana perde o jogo bonito. Tentará contar com a eficiência de seu meio-campo, com Pirlo, De Rossi e Montolivo, e a eterna segurança de sua defesa, com o goleiro Buffon e o zagueiro Cannavaro, o melhor da Copa passada.

Veja a lista do técnico Marcelo Lippi:

Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Morgan De Sanctis (Napoli), Federico Marchetti (Cagliari), Salvatore Sirigu (Palermo)

Defensores: Gianluca Zambrotta (Milan), Fabio Cannavaro (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Christian Maggio (Napoli), Leonardo Bonucci (Bari), Fabio Grosso (Juventus), Domenico Criscito (Genoa), Mattia Cassani (Palermo), Salvatore Bocchetti (Genoa)

Meias: Andrea Pirlo (Milan) - foto, Gennaro Gattuso (Milan), Daniele De Rossi (Roma), Riccardo Montolivo (Fiorentina), Mauro Camoranesi (Juventus), Angelo Palombo (Sampdoria), Antonio Candreva (Juventus), Andrea Cossu (Cagliari), Claudio Marchisio (Juventus), Simone Pepe (Udinese)

Atacantes: Fabio Quagliarella (Napoli), Giuseppe Rossi (Villarreal-ESP), Vincenzo Iaquinta (Juventus), Antonio Di Natale (Udinese), Marco Borriello (Milan), Alberto Gilardino (Fiorentina), Giampaolo Pazzini (Sampdoria)

Na África do Sul, a Itália terá um grupo fácil pela frente, com Nova Zelândia, Paraguai e Eslovênia no Grupo F.

sábado, 15 de maio de 2010

McEUA mostra onde eles realmente são craques


O McEUA é um senhor sanduíche do McDonald's. O vencedor até agora e mostra onde eles realmente são craques: no fast food. Um hamburger de respeito com molho barbecue, picles, bacon e cheddar... não precisa falar que é o campeão (e nem comi ainda o Itália ou Alemanha).

Já a seleção dos EUA vai à Àfrica do Sul com o objetivo de passar de fase em um grupo acessível, mas com a estreia marcada contra os caras que falam inglês e terão chances de chegar à final: a Inglaterra. Os jogos contra Argélia e Eslovênia terão os americanos como favoritos no Grupo C.

Mas se essa Copa ainda não será a da vez dos EUA, hoje eles oficilizaram a candidatura para sediar um segundo mundial. Depois de 1994, quando foram eliminados pelos campeões do Brasil nas oitavas, os EUA querem chegar em 2018 com verdadeiras chances de disputar uma final.

Veja a lista do técnico Bob Bradley para a África do Sul:

Goleiros: Brad Guzan (Aston Villa), Tim Howard (Everton), Marcus Hahnemann (Wolverhampton)

Defensores: Carlos Bocanegra (Rennes), Jonathan Bornstein (Chivas USA), Steve Cherundolo (Hannover), Jay DeMerit (Watford), Clarence Goodson (IK Start), Chad Marshall (Columbus Crew), Oguchi Onyewu (AC Milan), Heath Pearce (FC Dallas), Jonathan Spector (West Ham United)

Meias: DaMarcus Beasley (Rangers), Alejandro Bedoya (Örebro), Michael Bradley (Borussia Mönchengladbach), Ricardo Clark (Eintracht Frankfurt), Clint Dempsey (Fulham), Landon Donovan (Los Angeles Galaxy), Maurice Edu (Rangers), Benny Feilhaber (Aarhus), Stuart Holden (Bolton), Sacha Kljestan (Chivas USA), Robbie Rogers (Columbus Crew), José Torres (Pachuca)

Atacantes: Jozy Altidore (Villarreal), Edson Buddle (Los Angeles Galaxy), Brian Ching (Houston Dynamo), Robbie Findley (Real Salt Lake), Herculez Gomez (Puebla), Eddie Johnson (Aris Thessaloniki)

Freddie Adu, o garoto que era uma promessa, ficou de fora de lista. Landon Donovan sempre será um destaque, mas já está em queda. Clint Dempsey e Jozy Altidore (foto) são as verdadeiras estrelas do US Soccer Team.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

McBrasil 2010 é bom, mas pior que 2006; fez Dunga o contrário?


Ingrediente por ingrediente, os dois sanduíches são bons. Em 2006, um hamburgão de calabresa profissional, com uma cebolinha esperta e um queijo prato que derretia na medida certa (e eu ainda colocava um molho caipira pra incrementar o meu sanduíche favorito da outra Copa); em 2010, um sanduíche de pernil inspirado no clássico e imbatível dos estádios, com uma maionese gostosa e uma saladinha que dá uma rebatida certeira. Tudo certo com os dois, mas o primeiro, levava vantagem.

Nome por nome, as duas seleções até são boas. Mas enquanto em 2006 vivíamos a expectativa do quadrado mágico brilhar, em 2010 estamos temerosos que a eficiência sem brilho de Dunga nos leve ao mesmo fracasso. Mas como cobrar de um técnico que simplesmente ganhou tudo usando estes mesmos jogadores? Campeão da Copa América e Confederações e primeiro colocado das eliminatórias, Dunga chega como favorito a erguer mais uma taça para o Brasil.

O Grupo G não é dos mais fáceis, com Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. O Brasil vai estrear sem tanta pressão contra os asiáticos, o que já pode dar um embalo suficiente para seguir para a segunda fase em primeiro e evitar, assim, o precoce confronto contra a Espanha.

Nos resta comemorar o Hexa e não lamentar as ausências de Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso no meio-campo brasileiro.